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PF adia depoimentos de três investigados em negócios do Master com o BRB

PF adia depoimentos de três investigados em inquérito sobre negócios entre Master e BRB, após defesas alegarem acesso aos autos; nova data será marcada

Sede do Banco Master em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal adiou depoimentos de três investigados no inquérito sobre negócios do Banco Master com o BRB, devido à alegação de falta de acesso aos autos.
  • Estavam previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima; apenas Luiz Antonio Bull foi ouvido.
  • A defesa dos demais alegou não ter acesso integral às provas, e uma nova data será marcada pela PF.
  • A investigação apura irregularidades na possível venda do Master ao BRB e a venda de carteiras de crédito sem lastro no valor de R$ 12,2 bilhões, em operação chamada Compliance Zero.
  • O caso tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, com ataques a crimes como gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

O departamento da Polícia Federal adiou, nesta terça-feira, depoimentos de três investigados no inquérito sobre suspeitas de fraudes envolvendo os negócios do Banco Master com o BRB. Os atos haviam sido marcados para o dia, mas foram suspensos após as defesas alegarem falta de acesso aos autos.

Estavam previstos depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Apenas Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master, foi ouvido entre os agendados. O advogado de Bull confirmou que ele colaborou com as autoridades.

Os responsáveis pelas defesas argumentaram que não tiveram acesso integral ao conteúdo do inquérito, o que inviabilizou o comparecimento no momento. A PF informou que novas datas serão marcadas para todos os investigados, com o objetivo de manter o andamento dos trabalhos.

A apuração envolve a suposta venda do Banco Master ao BRB e a venda de carteiras de crédito sem lastro, estimadas em 12,2 bilhões de reais. A investigação já resultou na Operação Compliance Zero, que foi ampliada para apurar outros crimes ligados ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e a pessoas próximas a ele.

O inquérito tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre os crimes listados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A atuação de Toffoli no caso tem sido alvo de críticas, após revelações sobre vínculos de dois irmãos dele com fundos de investimento ligados ao Master, bem como aparições do ministro em imagens com empresários. Também houve registro de viagem a Lima, no Peru, ao lado de um advogado de um dos alvos da PF.

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