- A Polícia Federal ouviu o empresário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, nesta terça-feira.
- Miranda é suspeito de contratar influenciadores para atacar o Banco Central e defender o empresário Daniel Vorcaro durante a liquidação do Banco Master.
- Ele também é apontado como integrante do Grupo Leo Dias, que administra o site do jornalista homônimo; o grupo nega envolvimento.
- O inquérito foi aberto em janeiro, após denúncias do vereador Rony Gabriel, que afirmou ter sido convidado a firmar contrato com a agência.
- A PF identificou pelo menos quarenta contas ligadas ao “Projeto DV” e apura pagamentos que podem chegar a oito milhões de reais; o depoimento ocorrerá na sede da Polícia Federal em Brasília.
O caso envolve uma ofensiva de desinformação supostamente ligada ao Banco Master. A Polícia Federal ouve nesta terça-feira 12 o empresário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, contratada para atuar junto a influenciadores nas redes sociais. A finalidade seria atacar o Banco Central e defender o banqueiro Daniel Vorcaro no processo de liquidação extrajudicial do banco.
Miranda é apontado como figura central na suposta operação, segundo as investigações. A PF apura se ele contratou perfis para disseminar mensagens alinhadas aos interesses do Master, com o objetivo de influenciar o debate público durante a liquidação.
O inquérito foi aberto em janeiro, após denúncia do vereador de Erechim, Rony Gabriel, que teria sido convidado a fechar contrato com a agência e revelou o plano de ataque ao BC. O depoimento de Miranda ocorre na sede da PF em Brasília.
Até o momento, a PF identificou ao menos 40 contas ligadas ao que é chamado de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Vorcaro. Os investigadores estimam que os pagamentos somariam até 8 milhões de reais.
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