- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a Polícia Civil tem autonomia para investigar a operação contra a prefeitura da capital e a produtora do filme Dark Horse, sem interferência do governo estadual.
- A ação mira um contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A polícia investiga irregularidades no contrato, que previa instalação de pontos de wi‑fi em regiões periféricas de São Paulo.
- Também há apuração sobre possível desvio de recursos para custear o filme, com endereços do Instituto Conhecer Brasil e da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia entre os alvos.
- Há suspeitas de direcionamento na licitação, com participação apenas do Instituto Conhecer Brasil, cuja atuação anterior seria em feiras de livros e eventos literários ou religiosos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a Polícia Civil tem autonomia para investigar a prefeitura e a produtora do filme Dark Horse. Ele reforçou que o governo estadual não interfere nas ações da polícia.
A declaração ocorreu durante agenda em Rio Claro, interior, após críticas de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, sobre a operação realizada ontem. Nunes disse tratar-se de perseguição política caso o episódio tenha relação com o filme.
A operação, batizada de Wi-Fi, mira um contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e o ICB (Instituto Conhecer Brasil). O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação apura irregularidades no acordo, que previa instalação de pontos de wi-fi em regiões periféricas da capital. A polícia também investiga possível desvio de recursos para custear o filme, com alvos incluindo endereços do ICB e da SMIT (Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia).
Segundo as investigações, há suspeitas de direcionamento na licitação, na qual o ICB foi o único participante. A ONG seria acionada sem histórico técnico ou experiência no setor de telecomunicações, atuando majoritariamente em feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa.
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