- Marc Rowan, CEO da Apollo Global Management, quer redefinir o crédito privado, enfatizando crédito de grau de investimento por meio da Athene e limitando a ideia de crédito alavancado.
- Athene tem 97% de seu portfólio, em US$ 360 bilhões de dívida, aplicado em empréstimos e títulos de grau de investimento, enquanto a Apollo opera com mais de US$ 900 bilhões sob gestão.
- A proposta de Rowan envolve explicar aos reguladores, investidores e à mídia que o crédito privado pode ser estável e seguro, não o causador da próxima crise financeira.
- A Athene emite passivos de longo prazo (anuidades e notes lastreados por acordos de financiamento) e origina empréstimos para a Apollo e outras entidades, gerando ganhos por spread.
- Um desafio central é tratar a Athene como um “banco estreito” sem regulação bancária tradicional, mantendo a confiança dos detentores de anuidades e enfrentando possíveis riscos de resgates.
Marc Rowan, CEO da Apollo Global Management, está conduzindo uma estratégia para ampliar o crédito privado com foco em ativos de grau de investimento. A meta é reposicionar a empresa e a Athene frente aos diversos riscos do setor.
A Apollo cresceu ao longo da última década, atingindo ativos superiores a US$ 900 bilhões, com atuação em private equity, crédito, imóveis e infraestrutura. O chefe da companhia busca consolidar o crédito privado como pilar estável do portfólio.
Rowan sustenta que o crédito privado de grau de investimento é diferente do crédito alavancado amplamente discutido pela mídia. Ele afirma que o negócio da Athene está centrado em empréstimos seguros, com amadurecimento de longo prazo.
Estrutura de ativos e passivos
A Athene concentra 97% de seu portfólio de dívida em ativos de investimento seguro, totalizando US$ 360 bilhões. Em contraste, a Apollo opera com diversas plataformas de crédito que financiam desde frotas até infraestrutura e hipotecas.
A estratégia de Athene envolve passivos de longo prazo, como anuidades com resgates com penalidades. A empresa utiliza também notas com garantia de rendimento, buscando alinhamento com ativos de longo prazo.
A Apollo descreve os ganhos gerados pela diferença entre juros recebidos e pagamentos de passivos como *spread* de juros. A ideia é manter equilíbrio entre ativos e passivos de prazo correspondente.
Regulação e riscos regulatórios
Uma prioridade de Rowan é convencer reguladores de que o crédito privado, mesmo com risco, pode ser estável e não exigir atuação de bancos tradicionais. A maior parte dos ativos da Athene é privada, o que aumenta a complexidade de supervisão.
Especialistas lembram que crises em seguradoras são historicamente menos previsíveis que crises bancárias. Reguladores, investidores e clientes demandam maior transparência sobre estruturas de ativos da Athene.
Rowan busca manter a confiança dos detentores de anuidades, já que esse grupo sustenta o negócio. Autoridades, bancos e reguladores avaliam criticamente o equilíbrio entre ativos de longo prazo e passivos correspondentes.
Perspectivas futuras e cenário
A Apollo originou crédito por meio de plataformas diversas, com geração de cerca de US$ 190 bilhões em novo crédito nos 12 meses anteriores. A empresa ampliou presença em crédito privado, mantendo o portfólio sob escrutínio regulatório.
A visão de Rowan é ampliar o tamanho do crédito privado de grau de investimento até o fim da década, mantendo o foco na segurança e na robustez do fluxo de caixa. A imprensa acompanha o desdobramento estratégico.
Rowan não apenas lidera a Apollo, mas também vê a Athene como núcleo do negócio de aposentadorias, com potencial de crescimento contínuo. O objetivo é manter a credibilidade entre investidores institucionais e pessoas físicas.
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