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Painel concede US$ 3,8 milhões a investidores de pequeno porte com perdas

Arbitragem concede 3,8 milhões de dólares a treze idosos da Flórida, após alegação de que consultor aplicou economias em ativos alternativos de alto risco

Many of the investors claimed they had lost most of their life savings after the advisoer put them into ‘structured products’. Photograph: Elise Amendola/AP
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  • Arbitradores da Financial Industry Regulatory Authority (Finra) concederam $3.8 milhões a treze idosos da Flórida, que alegaram que um assessor financeiro colocou seu dinheiro em investimentos de alto risco.
  • A decisão aponta responsabilidade de três firmas: Charles Schwab & Co, TD Ameritrade Clearing Inc e TD Ameritrade Inc, por suposta supervisão inadequada do assessor.
  • O assessor, Mario Payne, usou as plataformas da Schwab e da Ameritrade para executar as operações; Payne não foi citado como réu, mas é responsável pelas recomendações.
  • A quantia anunciada reflete o que os investidores teriam tido em uma carteira balanceada de ações e bonds, em contraste com os investimentos estruturados de alto risco.
  • A Schwab afirmou que a decisão foi legalmente incorreta e que os investimentos foram escolhidos pelos clientes e por seu assessor independente; Payne não trabalha mais com a Schwab e atua como diretor de conformidade de uma empresa de assessoria de investimentos.

O painel de arbitragem da Finra concedeu 3,8 milhões de dólares a 13 aposentados da Flórida que alegaram ter visto seu dinheiro de aposentadoria desperdiçado por um consultor financeiro, que os enviou para investimentos de alto risco. A decisão aponta para compensação contra três grandes corretoras: Charles Schwab & Co, TD Ameritrade Clearing Inc e TD Ameritrade Inc. O objetivo é ressaltar que as reivindicações envolviam falhas de supervisão atribuídas à Schwab.

Os investidores afirmaram ter perdido a maior parte de suas economias de vida ao serem alocados em produtos estruturados, uma combinação de títulos e derivativos considerados de alto risco. Reguladores já tinham destacado esse tipo de ativo para exigirem supervisão mais rígida por parte das corretoras.

A arbitragem ocorreu após a divulgação de uma investigação do Guardian, que destacou riscos enfrentados por investidores de pequena escala diante de propostas de investimentos alternativos. O tema ganhou relevância à época, em meio a uma ofensiva política que incluiu apoio a venda desses ativos de maior risco.

O caso envolve o consultor Mario Payne, que operava por meio das plataformas da Schwab e da Ameritrade para realizar as operações. Payne não foi incluído como réu, mas os investidores alegaram conduta inadequada por parte dele e atribuíram falhas de supervisão às corretoras.

O veredito, considerado de forte impacto, chega em um cenário com histórico de baixos índices de sucesso para pequenas ações legais contra grandes instituições financeiras em arbitragens da Finra. Advogados dos investidores destacaram que o montante é expressivo frente a casos semelhantes.

Entre os vencedores, Cathy Shubert recebeu 139.650 dólares, e Sonja Mattingley quase 95 mil dólares. Ambas destacaram que o retorno ainda depende do recebimento efetivo das quantias, enquanto seguimos com a vigilância sobre o desfecho judicial da matéria.

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