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STF julga se constrangimento de vítima em audiência pode anular processo

STF julga se constrangimento da vítima em audiência pode invalidar provas em processo de estupro, em recurso de Mariana Ferrer, com repercussão geral em pauta

George Campos / USP Imagens
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  • STF vai julgar se o constrangimento de vítima em processo de estupro pode invalidar provas, tema de repercussão geral ligado ao caso de Mariana Ferrer.
  • Julgamento ocorre no dia 11 de junho, no plenário físico, sob a coordenação do presidente Edson Fachin.
  • A pauta inclui também a regulamentação da mineração em terras indígenas, com previsão de apreciação para 17 de junho.
  • Em outra frente, a Corte analisará o compartilhamento de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas sem autorização judicial em casos de irregularidades em doações eleitorais (discussão marcada para 10 de junho).
  • No dia 24 de junho, o STF deve julgar se há vínculo empregatício entre motoristas/entregadores e as plataformas digitais.

O STF vai julgar, em plenário físico, se constranger a vítima de estupro em audiência pode anular provas do processo. O tema nasce de recurso de Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de tê-la drogado e estuprado em Florianópolis, em 2018. O caso ganhou repercussão geral.

Nesta pauta, o STF analisa o mérito após ter decidido, em março, pela repercussão geral. O plenário também discute a validade de provas obtidas sob constrangimento da vítima, empate técnico entre técnicos e a condução de diligências no inquérito.

Pauta de junho e temas adicionais

Até 11 de junho, o presidente Edson Fachin organizou uma agenda com temas relevantes. Entre eles, a mineração em terras indígenas, cuja regulamentação pelo Congresso Nacional tem prazo de 24 meses fixado pelo ministro Flávio Dino. Participação das comunidades é condição provisória.

No mesmo mês, há decisão sobre a constitucionalidade do compartilhamento de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas com o MP Eleitoral, sem autorização judicial, em apurações de irregularidades em doações eleitorais. Essa questão envolve equilíbrio entre transparência e direito à privacidade.

Outros itens da pauta incluem venda de automóveis para pessoas com deficiência, esclarecimentos sobre o Marco Civil da Internet e a aposentadoria especial para trabalhadores expostos a atividades insalubres. Em 24 de junho, o STF deverá definir vínculo empregatício entre motoristas/entregadores e plataformas digitais.

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