- O STJ instaurou, por unanimidade, sindicância para apurar a conduta do ministro Marco Buzzi, de 68 anos, investigado por importunação sexual.
- Três ministros foram escolhidos para compor a comissão: Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira.
- A denúncia envolve uma jovem de 18 anos que afirma ter sido agarrada por Buzzi no mar durante estada na casa de praia dele, em Balneário Camboriú, no dia nove de janeiro; ele nega as acusações.
- O caso tramita em sigilo, com a Polícia Civil de São Paulo registrando ocorrências, e o CNJ foi notificado, já que Buzzi tem foro privilegiado.
- A defesa do ministro afirma ter ficado surpresa com as insinuações; a defesa da vítima pede rigor nas apurações e desfecho nos órgãos competentes.
O Superior Tribunal de Justiça abriu uma sindicância para apurar a conduta do ministro Marco Buzzi, de 68 anos, investigado por importunação sexual. A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira por unanimidade e traça as diretrizes do processo disciplinar. Buzzi nega as acusações e afirma estar surpreendido com as insinuações.
Na mesma sessão, o STJ definiu a comissão responsável pela apuração. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira foram sorteados para compor o grupo que conduzirá o procedimento. O caso tramita em sigilo, conforme apuração inicial, por se tratar de crime sexual.
A divulgação inicial foi feita pela Veja e confirmada pelo G1 e pela TV Globo. A investigação ocorre no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça e envolve o foro privilegiado de Buzzi, com encaminhamentos ao STF conforme o rito do CNJ.
A comissão e andamento do processo
A sindicância visa apurar as circunstâncias envolvendo a denúncia de uma jovem de 18 anos. De acordo com as informações divulgadas, a ocorrência ocorreu durante um período de férias na casa de praia de Balneário Camboriú (SC). A vítima relatou ter sido abordada pelo ministro no mar e alvo de contato físico que não consentiu, levando-a a pedir ajuda aos pais da jovem.
O inquérito foi encaminhado ao CNJ e ao STF, com o objetivo de cumprir as regras de foro e sigilo processual. A Corregedoria do CNJ informou que depoimentos foram colhidos na manhã desta quarta-feira, mantendo o sigilo das investigações. A defesa da vítima e a defesa de Buzzi aguardam o andamento formal do procedimento.
Defesas e próximos passos
O ministro Marco Buzzi afirmou ser surpreendido pelo conteúdo das insinuações divulgadas e repudiou qualquer ilação de ato impróprio. A defesa da jovem destacou a necessidade de rigor nas apurações e do devido desfecho pelos órgãos competentes. O CNJ reiterou que o processo tramita de forma sigilosa para preservar a intimidade da vítima e evitar revitimização.
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