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Cinco ministros do STF são sócios de 11 empresas; veja quais

Cinco ministros do STF aparecem como sócios de empresas em setores como agronegócio e educação; STF afirma que não há irregularidade na participação societária

Prédio do Supremo Tribunal Federal
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  • STF tem cinco ministros com vínculos societários que somam onze empresas, em setores como agronegócio, educação, advocacia e gestão imobiliária.
  • André Mendonça aparece em empresas como Integre Cursos e Institute Iter; Janey Mendonça, mulher do ministro, é sócia em algumas delas.
  • Cristiano Zanin integra o Instituto Lawfare e a Attma Participações; o ministro informou ter sido excluído do Lawfare a seu pedido, mas dados da Receita ainda o registravam no quadro societário no momento.
  • Flávio Dino mantém participação no IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos), fundado há mais de vinte anos, em sociedade com o irmão.
  • Gilmar Mendes está ligado à Roxel Participações, ao IDP, à MT Crops e à GMF Agropecuária, com vínculos que envolvem familiares e empresas ligadas ao ministro.

O STF enfrenta novo escrutínio sobre possíveis vínculos societários entre ministros e empresas. Dados da Receita Federal indicam que cinco magistrados mantêm participação em setores como agronegócio, educação, advocacia e gestão imobiliária. O tema ganhou espaço após publicações sobre relações envolvendo familiares de Toffoli e Moraes.

A apuração, realizada pelo UOL, mostra que não há irregularidade formal na participação societária. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) impede o cargo de administrador, mas não a condição de sócio. O STF afirma que a norma é observada pelos ministros.

Mendonça

André Mendonça atua como ministro do STF. A esposa, Janey Mendonça, aparece como sócia em alguns dos empreendimentos listados. Entre as empresas, constam o Instituto Iter e o Instituto de Estudos, com histórico de faturamento público relevante. O ministro não se manifestou sobre as empresas.

Zanin

Cristiano Zanin figura como sócio de entidades voltadas a direito público e gestão de imóveis. O Instituto Lawfare, criado com a participação da esposa, Valeska Zanin, foi alvo de pedido de exclusão de Zanin. A assessoria afirma que houve solicitação de retirada, mas a base da Receita ainda mostrava o registro.

Dino

Flávio Dino mantém participação no IDEJ, Instituto de Estudos Jurídicos, fundado em 2003 com o irmão, Sálvio Dino Jr. A atividade principal envolve cursos preparatórios para concursos. Dino afirmou, por meio da assessoria, que o IDEJ existe há mais de 20 anos.

Mendes

Gilmar Mendes possui a participação na holding Roxel Participações, com capital social de quase 9,8 milhões. A Roxel inclui sócios familiares e participa de outras entidades, como IDP, MT Crops e GMF Agropecuária. A assessoria do STF não comentou as empresas.

Nunes Marques

Nunes Marques aparece em duas empresas: Nunes & Marques Administradora de Imóveis, ligada à sua irmã e ao filho, e Educacional e Capacitação Ltda., aberta após a posse no STF. A administradora atua como patrimônio familiar; a Educacional foca em treinamentos. A assessoria confirmou o objeto social restrito a atividades não jurídicas.

Jorge Messias

Jorge Messias, atual advogado-geral da União, também figura como sócio de uma empresa. O Centro-Oeste Cursos Técnicos, criado em 2019, oferece cursos técnicos em áreas diversas. A AGU informou que Messias é sócio cotista minoritário sem função administrativa e que o vínculo já foi declarado à ética pública.

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