- O gabinete do ministro Dias Toffoli confirmou que ele foi sócio da Maridt Participações, ligada ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, mas não teve atuação de gestão.
- A participação no Tayayá foi encerrada com duas operações: venda de cotas ao Fundo Arllen em 27 de setembro de 2021 e alienação do saldo à PHD Holding em 21 de fevereiro de 2025.
- A Maridt deixou de fazer parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro em 21 de fevereiro de 2025.
- Toffoli nega qualquer relação financeira ou amizade com Daniel Vorcaro, e afirma que jamais recebeu valores dele ou de seu cunhado Fabiano Zettel.
- A Polícia Federal aponta supostos pagamentos e convites na apuração, mas Toffoli sustenta que não houve relação financeira com Vorcaro.
O gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, confirmou que Toffoli foi sócio de uma empresa de participações ligada ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A declaração aponta que não houve relação financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a nota, Toffoli integra o quadro societário da Maridt Participações, associada aos irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, que detinham cotas do empreendimento. A participação foi encerrada por meio de duas operações entre 2021 e 2025, sem atuação de gestão por parte do ministro.
A empresa fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. Em 27 de setembro de 2021, o Fundo Arllen adquiriu parte das cotas; em 21 de fevereiro de 2025, a parte remanescente foi alienada à PHD Holding. Estima-se que o valor total envolvido seja de cerca de R$ 3,5 milhões.
Toffoli também negou qualquer relação financeira com Vorcaro. O relatório da Polícia Federal aponta recebimentos e convites, mas o ministro afirma que nunca houve amizade ou transação com Vorcaro ou com o cunhado Fabiano Zettel.
Contextualização da apuração
A PF informou que afirmou ter encontrado citações e conversas nos celulares de Vorcaro, o que resultou em um relatório de quase 200 páginas entregue ao presidente do STF. A divulgação das informações ocorreu após vazamento de dados.
O ministro destacou que, segundo a legislação, a participação na Maridt era permitida desde que não ocorresse gestão na empresa. A Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya desde 2025, conforme as operações de venda.
Desdobramentos e checagens
A nota ressalta que todas as operações foram realizadas dentro de valores de mercado e declaradas à Receita Federal. A Maridt, confirmada como empresa familiar, está registrada na Junta Comercial e paga seus tributos regularmente.
Toffoli enfatiza que não houve recebimento de valores de Vorcaro ou de Fabiano Zettel. O caso continua sob apuração, com o uso de dados obtidos pela Polícia Federal para esclarecer as relações societárias.
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