- O ministro do STF André Mendonça desobrigou Daniel Vorcaro de ir à CPI do Crime Organizado; o depoimento está marcado para amanhã às 9h.
- Caso compareça, Vorcaro pode permanecer em silêncio e não produzir provas contra si.
- Mendonça determinou que a Polícia Federal organize o transporte e a custódia de Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo com tornozeleira eletrônica.
- Deslocamento em aeronave particular fica vetado; após o depoimento, Vorcaro deve retornar a São Paulo seguindo as mesmas regras de transporte.
- Ontem, Mendonça desobrigou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto de comparecer à CPI; a convocação tinha sido aprovada pela base do governo, mas a decisão foi revertida.
O ministro do STF, André Mendonça, desobrigou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de comparecer à CPI do Crime Organizado. A decisão envolve a possibilidade de o depoimento ocorrer amanhã, às 9h, no Senado. Caso compareça, Vorcaro pode permanecer em silêncio e não produzir provas contra si.
Mendonça determinou que a Polícia Federal organize as condições logísticas de transporte e retorno a São Paulo. Vorcaro está em prisão domiciliar na capital paulista, com tornozeleira eletrônica, o que exige definição específica sobre deslocamento, custódia e escolta.
Deslocamento em aeronave particular foi vetado. Após o depoimento, Vorcaro deve retornar imediatamente a São Paulo, seguindo as mesmas regras de segurança e de deslocamento adotadas para o transporte ao Senado.
Medidas logísticas e restrições
Além disso, o ministro desobrigou ontem o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto de comparecer à CPI hoje. Se decidisse ir, ficariam assegurados os direitos de permanecer em silêncio e de não produzir prova contra si.
A base aliada do presidente Lula aprovou a convocação de Campos Neto, que chefiou o BC durante o governo Bolsonaro. A ida dele à CPI era obrigatória, mas Mendonça retirou essa imposição recentemente.
Contexto político
A decisão sobre Vorcaro ocorre em meio a cobranças pela transparência de investigações sobre o crime organizado. O andamento da CPI e as futuras decisões judiciais devem moldar as últimas semanas de apuração no Senado.
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