- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou que protocolará um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes na próxima segunda-feira, dia 9.
- A justificativa baseia-se em reportagem do jornal O Globo, sobre o contato de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com Moraes logo antes da prisão, com mensagens supostamente capturadas no celular dele.
- Moraes classifica as informações como ilação e acusa o veículo de tentar descredibilizar a Suprema Corte; Zema afirma que o ministro não pode permanecer no cargo diante dessas evidências.
- Um diálogo entre Vorcaro e a então namorada, a influenciadora Martha Graeff, também envolve Moraes, com questionamentos sobre a presença dele próximo à residência do banqueiro.
- O sigilo telemático de Vorcaro foi quebrado, e no celular havia mais de quarenta contatos, incluindo Moraes, a esposa dele Viviane Barci de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou a protocolação de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes do STF, previsto para a próxima segunda-feira (9). A medida baseia-se em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, empresário e dono do Banco Master, enviadas ao magistrado pouco antes da prisão dele.
Conforme a síntese publicada pelo jornal O Globo, Vorcaro teria questionado Moraes sobre avanços na investigação, com trechos de mensagens capturados na tela de um celular. Moraes rebateu, afirmando que a publicação é uma ilação e acusou o veículo de tentar descredibilizar a Corte.
Além disso, há referência a uma troca de mensagens entre Vorcaro e a ex-namorada do banqueiro, a influenciadora Martha Graeff, sugerindo contato entre Moraes e o empresário. Segundo as mensagens, Moraes seria informado sobre a presença do magistrado na região em que Vorcaro reside.
O caso envolve ainda a investigação sobre fraudes na emissão de carteiras de crédito de Vorcaro. O empresário teve o sigilo telemático quebrado, revelando contatos no celular que incluíam Moraes, a esposa dele, Viviane Barci de Moraes, e também ministros Dias Toffoli e Nunes Marques. Nos autos, surgem indícios de uma milícia privada de monitoramento.
A investigação atual envolve questões de integridade de autoridades e transparência. O governo de Minas afirma que juízes devem permanecer acima de suspeitas, defendendo a necessidade de apurar eventuais fatos com rigor. As próximas etapas dependem do protocolo formal do impeachment.
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