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Presidente do STM diz que militares toleraram o intolerável que levou ao 8/1

Presidente do STM afirma que tolerância a atos antidemocráticos levou aos 8 de janeiro e que julgamentos por indignidade podem excluir militares

Ministra Maria Elizabeth Rocha diz que militares foram tolerantes com comportamentos de alguns de seus integrantes. (Foto: reprodução/Youtube STM)
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  • A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, afirmou que a sucessão de tolerâncias diante de atitudes antidemocráticas contribuiu para a escalada que culminou nos atos de oito de janeiro de 2023, que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
  • Ela destacou que houve permissividade diante de comportamentos que deveriam ter sido contidos antes de chegar a quase ruptura institucional.
  • Segundo Rocha, os ataques não se enquadram diretamente como crimes militares previstos na legislação especial; crimes contra as instituições democráticas ficaram sob a competência do Supremo Tribunal Federal.
  • O Superior Tribunal Militar analisa processos de indignidade e incompatibilidade com o oficialato, que podem resultar na perda da patente ou da posição na carreira militar.
  • Entre os casos em avaliação estão ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares Augusto Heleno, Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier, com relatos e defesas já apresentados e a fase de votos em andamento.

Militares toleraram o que era intolerável, segundo a presidente do STM. Ela ligou a sequência de tolerâncias a atos antidemocráticos que culminaram nos eventos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, com depredação de prédios públicos. O comentário foi publicado pela Folha de S. Paulo.

A ministra Maria Elizabeth Rocha afirmou que houve permissividade diante de comportamentos que deveriam ter sido contidos antes de atingirem a ruptura institucional. Ela ressaltou que há responsabilidade de planejar e coordenar ações que impactam as instituições.

A presidente explicou que os atos não constituem crime militar sob a legislação especial, e que o STM não julga delitos típicos de afastamento penal. O STF cuida dos crimes contra as instituições democráticas.

Mesmo sem competência para julgar criminalmente os envolvidos, o STM analisa processos que podem excluir militares do oficialato. Os casos tratam de indignidade e incompatibilidade com a carreira, avaliando decoro e condições de manter a farda.

Entre os processos em andamento estão ações que podem levar à perda de patente de militares condenados pelo STF, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e alguns oficiais de alta patente, como generais e um almirante.

A ministra disse que os procedimentos já foram formalmente citados, com defesas apresentadas, e seguem para a fase de análise de votos pelos magistrados. O STM atua como tribunal de honra, não de crimes penais.

Processos no STM e competências

O STM ouve representações do Ministério Público Militar para avaliar se há indignidade ou incompatibilidade com o oficialato. A decisão pode resultar na exclusão definitiva do posto e da patente.

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