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Detentas agridem Carla Zambelli em Roma, afirma aliado

Carla Zambelli é alvo de agressões dentro da prisão de Rebibbia, em Roma, segundo aliado; ela aguarda extradição ao Brasil

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, na Itália, desde julho. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • Carla Zambelli permanece em Rebibbia, em Roma, desde julho, enquanto aguarda extradição; ela foi condenada a dez anos pelo STF por suposta participação em plano de invasão ao CNJ.
  • Segundo o senador Magno Malta, a ex-deputada foi agredida pelo menos duas vezes por outras detentas; as agressões teriam ocorrido antes da visita de senadores em setembro.
  • Malta afirmou, em culto recente, que as agressões teriam ocorrido durante a visita, mas corrigiu para duas agressões e disse que não houve ferimentos visíveis.
  • O advogado Fábio Pagnozzi confirmou violência física, porém informou que não houve registro formal às autoridades italianas; Carla foi transferida de cela e de andar dentro do presídio por questões de segurança.
  • Na visita de setembro, nenhum senador mencionou agressões publicamente; vídeos da época mostraram a ex-parlamentar abatida, com relatos de tristeza e saudade da família.

A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi alvo de agressões dentro do presídio feminino de Rebibbia, em Roma, segundo relatos do senador Magno Malta (PL-ES). Ela permanece detida na Itália desde julho, enquanto aguarda o andamento de um processo de extradição para o Brasil. As agressões teriam sido cometidas por outras detentas que dividem a cela com a brasileira.

Segundo Malta, as agressões ocorreram antes de uma visita de senadores brasileiros à ex-deputada em setembro. A visita contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Damares Alves e Eduardo Girão, entre outros. O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, confirmou que houve violência física, mas afirmou não haver registro formal do ocorrido junto às autoridades italianas.

Pagnozzi atribui os episódios a mudanças frequentes de presas na cela, o que, segundo ele, gerou insegurança e resistência entre as detentas. Uma colega que protegía Zambelli foi transferida para outra penitenciária, contribuindo para a sensação de vulnerabilidade. Em resposta, Carla foi transferida de cela e de andar dentro do presídio.

Durante a visita de setembro, não houve menção pública a agressões por parte dos senadores presentes. Naquela ocasião, vídeos divulgados nas redes mostraram a ex-parlamentar abatida, com sentimento de tristeza e saudade da família, sem registro de ferimentos graves.

Diferentes versões sobre o ocorrido vieram à tona. Malta afirmou, em entrevista ao Estadão, que Zambelli recebeu duas agressões; a defesa, no entanto, não registrou boletim de ocorrência e a própria Carla teria relatado o episódio apenas informalmente. O caso permanece sem documentação formal às autoridades italianas até o momento.

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