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Justiça mantém prisão domiciliar de condenados por tentativa de golpe após PF

Justiça mantém prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe; foragido Moretzsohn Rocha permanece em fuga com apoio do Exército

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  • Justiça mantém prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe, com tornozeleira e restrições como proibição de redes sociais e entrega de passaportes.
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha é considerado foragido pela Polícia Federal após não ser localizado no endereço informado.
  • Guilherme Marques Almeida deve cumprir prisão domiciliar; ações ocorreram em vários estados com apoio do Exército.
  • Silvinei Vasques foi preso no Paraguai, tentando fugir com documentos falsos para El Salvador, e já foi transferido para Brasília.
  • Audiências de custódia foram realizadas para verificar legalidade da prisão e respeito aos direitos dos detidos.

A Justiça manteve, neste sábado, a prisão domiciliar de oito dos dez condenados por tentativa de golpe de Estado, após a operação da Polícia Federal. Os alvos ficarão com tornozeleira eletrônica e cumprirão medidas restritivas, como proibição de redes sociais, impedimento de contato com investigados, entrega de passaportes e restrição de visitas.

A decisão ocorreu durante audiências de custódia realizadas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, sob autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida busca evitar novas tentativas de fuga após a prisão de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, no Paraguai.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha está considerado foragido pela PF, que não o localizou no endereço informado. Guilherme Marques Almeida já comunicou às autoridades seu deslocamento para cumprir a prisão domiciliar em outra unidade da Federação.

Situação dos alvos e desdobramentos

Entre os liberados sob regime domiciliar estão Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e diversos militares de alta patente, incluindo coronéis e tenentes-coronel do Exército. A PF realizou as diligências com apoio do Exército em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal.

O ministro Moraes justificou as medidas com base no “fundado receio” de novas fugas e no histórico do grupo, apontando risco de atuação logística para deslocamentos internacionais, conforme documentos da decisão. As ações ocorreram em múltiplos estados, com cooperação de forças de segurança.

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