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Ativista egito-britânico Abd el-Fattah pede desculpas por posts antigos

Alaa Abd el-Fattah pede desculpas por posts de mais de dez anos; ativista libertado no Reino Unido enfrenta debate sobre deportação

Prominent British-Egyptian activist Alaa Abd el-Fattah released from prison
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  • O ativista Alaa Abd el-Fattah, de 44 anos, foi libertado do Egito e está atualmente na Grã-Bretanha.
  • Ele pediu desculpas pelas postagens antigas nas redes sociais, dizendo que algumas foram compreendidas de forma equivocada e outras foram inaceitáveis.
  • As mensagens foram feitas há mais de uma década, em meio a crises regionais e ao debate sobre brutalidade policial no Egito.
  • Líderes políticos britânicos, incluindo Nigel Farage e Kemi Badenoch, pediram a deportação de Abd el-Fattah; a imprensa conservadora também discutiu o tema.
  • O Foreign Office britânico condenou as postagens históricas como repudiáveis; Abd el-Fattah cumpria uma pena de cinco anos por uma publicação sobre a morte de um prisioneiro em dezembro de 2021.

Alaa Abd el-Fattah, ativista de origem egípcia e britânico, pediu desculpas nesta segunda-feira pelas postagens antigas em redes sociais consideradas chocantes e prejudiciais. O pronunciamento acontece após críticas de políticos de oposição no Reino Unido que defendem a deportação do militante.

Abd el-Fattah, 44 anos, foi libertado da prisão no Egito e está atualmente no Reino Unido. O ativista tornou-se símbolo de oposição durante o longo mandato de repressão sob o governo de Abdel Fattah al-Sisi, mantendo-se na esse eixo de figuras públicas de confrontação política.

Em comunicado, o ativista disse que muitas publicações foram mal interpretadas, mas que outras eram inaceitáveis. Ele afirmou que as mensagens refletiam a raiva de um jovem diante de crises regionais, incluindo guerras no Iraque, no Líbano e em Gaza, bem como o aumento da violência policial contra jovens egípcios.

Políticos britânicos reagiram de forma contrária às postagens do ativista. O líder do Reform UK, Nigel Farage, pediu a deportação dele do país. A chefe da oposição Conservadora, Kemi Badenoch, sinalizou que a sociedade britânica deveria considerar a medida.

O anúncio de condenação a partir de MPs foi acompanhado pela declaração do Conselho de Judeus Britânicos, que expressou preocupação profunda e citou a necessidade de diligência por parte das autoridades britânicas. O Foreign Office do Reino Unido também se pronunciou sobre o tema, classificando as postagens como repugnantes.

Abd el-Fattah foi, até o último registro, condenado a cinco anos de prisão no Egito, por compartilhar uma postagem sobre a morte de um prisioneiro, em dezembro de 2021. O caso reacende o debate sobre a influência de declarações antigas na atuação pública atual.

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