- Parlamentares de oposição retornam a Brasília para protocolar pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e querem abrir CPI para apurar suposto contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master, com apoio de pelo menos cinquenta parlamentares.
- Grupo pretende interromper o recesso para dar andamento às investigações sobre irregularidades ligadas ao caso do banco, segundo as redes sociais dos deputados.
- O episódio envolve a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que apura operações suspeitas em títulos avaliados em R$ 12,2 bilhões ligados à venda do Master ao BRB; o banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro e seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso e solto pouco depois.
- O Banco Master patrocinou eventos com ministros do Supremo Tribunal Federal — entre eles Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux — em países como Estados Unidos, Itália e França.
- Dias Toffoli tornou-se relator do recurso da defesa de Vorcaro; ele viajou a Lima, no Peru, para a final da Libertadores, em jatinho com o advogado de um diretor do banco; o STF decretou sigilo sobre o processo, enquanto o MPF defende que o caso siga para a primeira instância.
Deputados de oposição desembarcaram em Brasília nesta segunda-feira para avançar com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A mobilização ocorre mesmo durante o recesso, com a justificativa de esclarecer supostas irregularidades ligadas ao caso do Banco Master.
Na expectativa, o grupo afirma ter reunido assinaturas suficientes para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Estima-se que cerca de 50 parlamentares apoiarão as investigações sobre suposto contrato envolvendo Moraes e o Master.
Impeachment e CPI
Segundo informações divulgadas nas redes sociais, o objetivo é protocolar o pedido de impeachment e interromper o recesso para dar andamento às apurações. A pauta envolve suposto envolvimento de ministros do STF em irregularidades associadas à liquidação do banco.
O caso do Banco Master envolve a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que apurou operações suspeitas avaliadas em 12,2 bilhões de reais com títulos falsos. O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e o controlador Daniel Vorcaro foi preso e solto 11 dias depois.
O Master chegou a realizar ações internacionais com a participação de ministros do STF, como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux, além de magistrados e autoridades associadas. Eventos ocorreram nos EUA, Itália, França e outros países.
Desdobramentos judiciais
Dias Toffoli passou a relatar o recurso apresentado pela defesa de Vorcaro e, pouco depois, viajou a Lima para acompanhar a final da Libertadores em aeronave ligada a um dos diretores do banco. O ministro, porém, decretou sigilo máximo sobre o processo, citando dados sensíveis do sistema financeiro.
O STF justificou manter o caso sob sua jurisdição, citando possível foro privilegiado de um parlamentar. O Ministério Público Federal pediu remessa do caso à primeira instância, argumentando que não envolve o núcleo central das investigações.
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