- O ex-senador Joël Guerriau foi considerado culpado de dopar a deputada Sandrine Josso com ecstasy, com a intenção de cometer abuso sexual, em Paris.
- Ele foi condenado a quatro anos de prisão, dos quais 18 meses devem ser cumpridos em cárcere; a defesa afirmou que vai recorrer.
- Josso relatou que, ao visitar Guerriau em seu apartamento, teve bebidas com gosto estranho e precisou de atendimento médico; o laudo toxicológico confirmou a presença de MDMA e ecstasy na residência.
- Guerriau, que pediu demissão do Senado em outubro, foi expulso do partido Centro Democrático (Horizons) após o caso.
- O Ministério Público havia pedido uma pena de quatro anos de prisão, além de incluir Guerriau no registro de infratores sexuais; o caso ocorre em meio a debates sobre crimes com substâncias para violência sexual na França.
Joël Guerriau, ex-senador francês, foi condenado por dopar uma deputada com ecstasy com a intenção de cometer abuso sexual. A sentença foi anunciada nesta terça-feira, em um tribunal de Paris. O réu recebeu quatro anos de prisão, sendo 18 meses em regime carcerário.
A vítima é a deputada Sandrine Josso, de 50 anos, que relatou ter ido sozinha ao apartamento do ex-senador no 6º distrito de Paris para celebrar a sua reeleição. Ela descreveu sentir-se mal, com batimento acelerado, e buscar atendimento médico após perceber o gosto doce no vidro dechampanhe.
Josso contou que, no dia do encontro, Guerriau serviu-lhe a bebida; a memória seguinte foi de mal-estar. Exames toxicológicos indicaram alto nível de MDMA no sangue e o ecstasy também foi encontrado no apartamento.
Guerriau afirmou que misturou a droga ao champanhe apenas para acalmar um ataque de pânico no dia anterior e decidiu não beber. O ex-senador descreveu-se como “idiota” e negou motivação sexual.
A promotoria pediu uma pena de quatro anos de prisão e, além disso, a proibição de exercer cargo público por cinco anos, com registro em cadastro de agressores sexuais. Sustentou que Guerriau agiu com a intenção de cometer estupro.
Guerriau, senador entre 2011 e 2025, votou a favor de lei que criminaliza administrar substâncias perigosas com o objetivo de cometer violência sexual, segundo a acusação. O Ministério Público enfatizou o Decoro de um político eleito.
Conforme dados do processo, Guerriau anunciou renúncia ao Senado em outubro e foi expulso do partido Horizons, de centro-direita, pouco depois. O réu está previsto para recorrer da decisão.
O veredito chega meses após caso midiático envolvendo a França, que viu um homem condenado a 20 anos por dopar repetidamente a ex-mulher para abusos. A defesa de Guerriau afirmou que recorrerá da sentença.
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