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Delação de alvos da Operação Carbono emperra na PGR, acordo avança no MP de SP

Delação de alvos da Operação Carbono permanece na PGR; acordo avança no Ministério Público de São Paulo, com propina estimada em 400 milhões a autoridades

Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, ambos foragidos, apresentaram material que aponta o pagamento de propina de R$ 400 milhões a políticos e autoridades. — Foto: Montagem/g1
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  • Delação premiada de Mohamad Hussein Mourad (Primo) e Roberto Augusto Leme da Silva (Beto Louco), alvos da Operação Carbono, está parada na Procuradoria-Geral da República; ambos são foragidos.
  • Material apresentado aos investigadores inclui documentos, mensagens, gravações e comprovantes de pagamento que supostamente indicam propina superior a R$ 400 milhões a autoridades entre 2022 e 2024.
  • Os pagamentos teriam sido para evitar cassação de licenças, obter vantagens tributárias e ter acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo; há também informações sobre vazamento da Operação Carbono.
  • No dia da operação, a Polícia Federal prendeu seis de quatorze pessoas com prisão decretada; foi aberto inquérito para apurar possível vazamento de informações.
  • No Ministério Público de São Paulo, as negociações para delação premiada estão em estágio avançado, com previsão de homologação pela Justiça em até sessenta dias; a PGR avaliou os indícios como frágeis.

No âmbito da investigação sobre suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no setor de combustíveis, empresários foragidos apresentaram delação premiada. Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, são os principais alvos da Operação Carbono. O material envolve pagamentos de propina.

Segundo apuração, o pedido de delação está na Procuradoria-Geral da República desde outubro do ano passado. As informações apresentadas incluiriam documentos, mensagens, gravações e comprovantes de pagamento. A estimativa é de mais de R$ 400 milhões em propina entre 2022 e 2024.

Os pagamentos teriam como objetivo evitar cassação de licenças do grupo, obter vantagens tributárias e garantir acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo. O material também aborda suposto vazamento relacionado à própria Operação Carbono.

Situação na PGR e desdobramentos

Parte da apuração aponta que o Ministério Público de São Paulo trabalha com estágio avançado da delação, com previsão de homologação pela Justiça paulista em até 60 dias. Na Polícia Federal, a operação resultou na prisão de 6 dos 14 mandados decretados, o que motivou abertura de apuração interna sobre possíveis vazamentos.

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