- Carlisle Rivera, também conhecido como “Pop”, foi condenado a 15 anos de prisão em Nova York por participação numa suposta conspiração de assassinato contratada pelo Irã contra Masih Alinejad.
- Ele havia se declarado culpado de conspiração para cometer assassinato mediante contratação e de conspiração para cometer perseguição, diante da juíza do Tribunal Distrital Sul de Nova York, Lewis Liman.
- Alinejad, crítica das leis iranianas de vestimenta e jornalista, fugiu do Irã em 2009 e morava em Brooklyn na época da suposta ameaça à sua vida.
- O caso integra a ação do Departamento de Justiça contra a repressão transnacional, com autoridades iranianas apontadas como alvos de ataques no exterior.
- O Irã nega as acusações; outros condenados já foram punidos nos Estados Unidos em relação ao suposto plano.
Carlisle Rivera, conhecido como Pop, foi condenado a 15 anos de prisão por participação em uma suposta trama de assassinato contratada financiada pelo Irã contra a dissidente Masih Alinejad, residente nos EUA. A sentença foi proferida nesta quarta-feira pela Justiça do Distrito Sul de Nova York.
De acordo com o Departamento de Justiça, Rivera havia se declarado culpado de conspirar para cometer assassinato por encomenda e para assediar, em julgamento perante o juiz Lewis Liman. O objetivo era eliminar Alinejad, que vive em Brooklyn.
Alinejad fugiu do Irã em 2009 e é crítica de longa data das leis de vestimenta obrigatória no país. Ela ganhou seguidores globais ao divulgar vídeos de mulheres desobedecendo tais regras, incluindo atividades ligadas ao caso.
O caso faz parte de uma ofensiva das autoridades americanas contra a repressão transnacional, ou seja, ações de governos autoritários contra opositores políticos no exterior. As autoridades afirmam que integrantes da Guarda Revolucionária Iraniana estiveram envolvidos de forma reiterada.
O Irã nega as acusações, descrevendo-as como sem fundamento, e diz respeitar a soberania de outros países. Outras pessoas já foram condenadas nos EUA em relação à suposta trama.
A investigação e os processos integram uma série de ações judiciais ligadas a ataques contra dissidentes no exterior, conforme informações do DOJ. Alinejad continua a atuar como jornalista e divulgadora de conteúdos sobre direitos das mulheres.
As decisões judiciais sobre o caso foram relatadas pela imprensa com base em documentos oficiais do Departamento de Justiça e em comunicados emitidos pelas autoridades, sem inserir juízos de valor.
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