Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Moraes atende Gonet e exclui receitas próprias do MP do arcabouço fiscal

Moraes concede liminar para excluir receitas próprias do Ministério Público da União do teto de gastos, ainda sujeita a referendo no plenário

Na petição inicial, Gonet pediu que Moraes fosse relator de ação para ampliar despesas do Ministério Público. (Foto: Antonio Augusto/Secom/MPF)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu, em liminar, reconhecimento de que receitas próprias do Ministério Público da União não se submetem ao teto de gastos do arcabouço fiscal.
  • A decisão, solicitada pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, envolve recursos de convênios, contratos ou instrumentos congêneres com entes federativos ou entidades privadas vinculados ao custeio de atividades específicas.
  • A liminar ainda precisa ser referendada pelo plenário; fica em vigor após manifestação do presidente da República e do Congresso em até cinco dias, seguido de contestações da AGU e da PGR em igual prazo.
  • Gonet pediu equiparação ao Judiciário, cuja autonomia financeira também está excluída da regra do governo; Moraes citou precedentes de André Mendonça e Edson Fachin para respaldar a visão de tratamento equivalente.
  • O Ministério Público da União, que reúne MPF, MPT, MPM e MPDFT, projeta receitas próprias de cerca de R$ 304 milhões para 2026; o debate central é se esse montante entra ou não no teto de despesas em relação à inflação.

O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu uma liminar para reconhecer que as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU), resultantes de convênios e contratos, não se submetem ao teto de gastos. A decisão é parte do caso que envolve o arcabouço fiscal.

A liminar, publicada nesta terça-feira (27), atende ao pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O objetivo é igualar o tratamento entre MPU e Judiciário, que já tem suas receitas excluídas do teto.

A decisão ainda precisa ser referendada pelo plenário. Moraes determinou que o presidente da República e o Congresso se manifestem em cinco dias após ciência. Em seguida, AGU e PGR terão mais cinco dias para se manifestar.

Contexto e fundamentos

Gonet pediu que o MPU tenha o mesmo regime do Judiciário, cuja autonomia financeira já é reconhecida pelo STF. Moraes citou jurisprudências de André Mendonça e Edson Fachin para fundamentar a equiparação.

O ministro ressaltou que a autonomia financeira do MPU não deve ser prejudicada por restrições orçamentárias, especialmente quando as receitas estão ligadas a propósitos específicos da atuação institucional. O argumento é evitar dano aos recursos de atuação.

O MPU reúne quatro órgãos: MPF, MPT, MPM e MPDFT. Para 2026, eles teriam receitas próprias estimadas em 304 milhões de reais. A discussão envolve se esse valor entra na limitação de despesas em até 2,5% acima da inflação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais