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Colômbia avança para proibir rinhas de galos; noite sangrenta em Cartagena

Colômbia avança para proibir rinhas de galos; Cartagena enfrenta transição de três anos, com busca por alternativas econômicas e o fim da prática

One of the evening’s judges asks the people in the VIP area if they will place bets on the rooster he is holding in the Santa María cockfighting arena 8 October 2025. Photograph: Ever Mercado/The Guardian
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  • Corte constitucional determina banimento do cockfighting com período de transição de três anos, para oferecer alternativas de sustento aos envolvidos.
  • Em Cartagena, arena Santa María realizou noite de lutas com mais de cem combates programados para 11 de outubro de 2025.
  • Fornecedor de lutas informou que ingressos receberam 220 galos de diferentes áreas da cidade, com cada criador pagando 1,0 milhão de pesos colombianos por animal.
  • Autoridades estimam que seriam cerca de 115 lutas no evento, com término provável ao amanhecer.
  • Federações e organizações de direitos animais contestam números oficiais e cobram medidas efetivas de transição, destacando a dependência econômica de milhares de famílias.

A Jamaica? Não, Cartagena, Colômbia. O ringue de lucha de gallos Santa María foi palco de uma noite sangrenta perto da cidade portuária, após uma decisão histórica sobre a prática. A plateia, na maioria masculina, acompanhou o desfecho de mais de uma centena de lutas.

Ao redor de 300 pessoas reagiram com gritos a cada golpe mortal na arena branca, cujas paredes estavam manchadas de sangue. A Guarda? Não, os organizadores recolheram os restos dos roosters e prontificaram o recinto para novas lutas, numa noite que somou mais de 100 embates.

No dia 11 de outubro de 2025, a arena recebeu 220 galos vindos de diferentes bairros de Cartagena. Cada proprietário pagou 1 milhão de pesos colombianos, aproximadamente 193 libras, para inscrever o animal na programação daquela noite.

A proibição foi confirmada por uma corte constitucional em setembro, que estabeleceu um período de transição de três anos para que o governo encontre meios de subsistência aos milhares de trabalhadores ligados à prática. O objetivo é reduzir a violência contra os animais sem desestruturar famílias dependentes.

Contexto legal e impacto

A decisão incluiu ainda a manutenção de outras proibições, como as lutas de touros, além de coleo e corralejas. O tribunal ressaltou que tradição cultural não pode justificar violência contra seres sencientes.

Especialistas e defensores dos animais contestam números oficiais sobre a cadeia produtiva do show, apontando informalidade e falta de dados confiáveis. Organizações enfatizam que muitos trabalhadores dependem da atividade, direta ou indiretamente.

Alguns criadores defendem o valor cultural e econômico da prática. A expectativa é de que, durante o período de transição, haja políticas públicas para apoiar os envolvidos, evitando aumento de atividades clandestinas.

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