- Corte constitucional determina banimento do cockfighting com período de transição de três anos, para oferecer alternativas de sustento aos envolvidos.
- Em Cartagena, arena Santa María realizou noite de lutas com mais de cem combates programados para 11 de outubro de 2025.
- Fornecedor de lutas informou que ingressos receberam 220 galos de diferentes áreas da cidade, com cada criador pagando 1,0 milhão de pesos colombianos por animal.
- Autoridades estimam que seriam cerca de 115 lutas no evento, com término provável ao amanhecer.
- Federações e organizações de direitos animais contestam números oficiais e cobram medidas efetivas de transição, destacando a dependência econômica de milhares de famílias.
A Jamaica? Não, Cartagena, Colômbia. O ringue de lucha de gallos Santa María foi palco de uma noite sangrenta perto da cidade portuária, após uma decisão histórica sobre a prática. A plateia, na maioria masculina, acompanhou o desfecho de mais de uma centena de lutas.
Ao redor de 300 pessoas reagiram com gritos a cada golpe mortal na arena branca, cujas paredes estavam manchadas de sangue. A Guarda? Não, os organizadores recolheram os restos dos roosters e prontificaram o recinto para novas lutas, numa noite que somou mais de 100 embates.
No dia 11 de outubro de 2025, a arena recebeu 220 galos vindos de diferentes bairros de Cartagena. Cada proprietário pagou 1 milhão de pesos colombianos, aproximadamente 193 libras, para inscrever o animal na programação daquela noite.
A proibição foi confirmada por uma corte constitucional em setembro, que estabeleceu um período de transição de três anos para que o governo encontre meios de subsistência aos milhares de trabalhadores ligados à prática. O objetivo é reduzir a violência contra os animais sem desestruturar famílias dependentes.
Contexto legal e impacto
A decisão incluiu ainda a manutenção de outras proibições, como as lutas de touros, além de coleo e corralejas. O tribunal ressaltou que tradição cultural não pode justificar violência contra seres sencientes.
Especialistas e defensores dos animais contestam números oficiais sobre a cadeia produtiva do show, apontando informalidade e falta de dados confiáveis. Organizações enfatizam que muitos trabalhadores dependem da atividade, direta ou indiretamente.
Alguns criadores defendem o valor cultural e econômico da prática. A expectativa é de que, durante o período de transição, haja políticas públicas para apoiar os envolvidos, evitando aumento de atividades clandestinas.
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