- A nota do gabinete de Dias Toffoli sobre o caso Master é considerada flácida e constrangedora, por apresentar explicações incompletas.
- O documento, com 524 palavras em três páginas, não menciona transação de R$ 3 milhões envolvendo irmãos do ministro e o resort no Paraná, nem a casa de hospedaria ligada ao empreendimento.
- Também não traz esclarecimentos sobre a viagem de jatinho de um empresário amigo para acompanhar Toffoli na final da Copa Libertadores, com a companhia de um advogado de um dos executivos do Master.
- Faltam explicações sobre por que o ministro se aproximou de procedimentos da Polícia Federal, acelerou etapas, promoveu acareações, tentou restringir material de busca e indicar peritos a dedo.
- Desde que o processo subiu ao Supremo, a relatoria de Toffoli é alvo de questionamentos; a nota admite pela primeira vez a possibilidade de devolver o inquérito à primeira instância, mas diz que só fará isso após as investigações, prorrogadas recentemente.
A nota divulgada pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, sobre o caso Master foi alvo de críticas por ser considerada incompleta. Analistas apontam que trechos relevantes não aparecem ou não são esclarecidos na íntegra.
O documento, com 524 palavras distribuídas em três páginas, não menciona details sobre a venda de parte de um resort no Paraná por familiares de Toffoli a Fábio Zettel, nem a hospedagem em casa ligada ao complexo. Também não há explicações sobre a viagem de jatinho com um empresário amigo.
Segundo a análise de fontes ligadas ao tema, o texto não elucida por que Toffoli teria ultrapassado limites institucionais, ao confrontar ações da Polícia Federal. O pedido de acareações e as decisões tomadas pelo ministro são citados como pontos de questionamento.
A nota também não esclarece por que Toffoli acelerou procedimentos da investigação e se houve interferência no andamento de diligências. Críticos destacam que houve escolhas na seleção de peritos e na condução de depoimentos durante o processo.
Desde a progressão do caso para o STF, a relatoria de Toffoli recebeu críticas de magistrados, MPs, PF e imprensa. Na nota, o ministro indicou a possibilidade de devolver o inquérito à primeira instância, mas disse que só analisará isso ao fim das investigações, cuja prorrogação foi de 60 dias.
Repercussões e desdobramentos
A disponibilidade de devolver o inquérito à Justiça de origem gera novos impactos, segundo apurações. Não há, até o momento, confirmação de novas medidas oficiais, apenas a sinalização do magistrado sobre o encaminhamento do caso. Diversos setores aguardam posicionamento definitivo.
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