- Toffoli enviou à Procuradoria-Geral da República um pedido para opinar se o inquérito que investiga influenciadores usados para atacar o Banco Central pela liquidação do Banco Master deve permanecer no STF ou seguir para a primeira instância.
- O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal, autorizado por Toffoli e colocado em sigilo no gabinete do ministro, assim como outros processos envolvendo o Banco Master.
- A investigação apura possível ação coordenada de representantes do banqueiro Daniel Vorcaro para contratar influenciadores e atacar o BC, com a participação de ao menos 46 perfis.
- A apuração aponta que uma agência ligada a campanhas do banco organizava contatos com influenciadores para veicular vídeos que reforçassem decisões judiciais favoráveis ao Master e questionassem a atuação da autoridade monetária.
- Contratos com influenciadores teriam chegado a até R$ 2 milhões, com cláusulas de confidencialidade, e teriam incluído cláusulas para multa por quebra de sigilo.
O ministro Dias Toffoli, do STF, encaminhou à PGR nesta quinta-feira31 o inquérito aberto no dia anterior para apurar denúncias de contratação de influenciadores digitais com o objetivo de atacar o Banco Central pela liquidação do Banco Master. O caso tramita em sigilo no gabinete do ministro, assim como outros processos envolvendo a instituição financeira.
Segundo apuração da Gazeta do Povo, Toffoli pediu à PGR que se manifeste sobre a competência da Corte para conduzir a investigação ou se o caso deve ser encaminhado à primeira instância. Não há prazo legal para a manifestação.
O inquérito investiga suposta ação coordenada por representantes do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, com a utilização de influenciadores para descredibilizar o Banco Central diante da liquidação da instituição. A apuração cita ao menos 46 perfis acionados para disseminar a narrativa de erro técnico na decisão regulatória.
A PF apura ainda a atuação de uma agência ligada a campanhas do banco, responsável por contatos com influenciadores, com a ideia de veicular vídeos que fortaleçam decisões judiciais favoráveis ao Master e questionem a autoridade monetária. O caso ganhou contornos após relatos de influenciadores de direita de que teriam recebido propostas.
O relatório investigativo envolve também contratos de até cerca de R$ 2 milhões com influenciadores, contendo cláusulas de confidencialidade. Um documento citado pelas autoridades prevê multa de R$ 800 mil por quebra de sigilo e traz as iniciais do fundador do banco.
As denúncias indicam que a coordenação pretendia influenciar a opinião pública ao sugerir articulação entre a liquidação e grupos políticos. A investigação busca esclarecer se houve tentativa de pressionar órgãos de controle para reverter decisões do Banco Central.
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