- O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de Cubatão, Ademário Silva Oliveira, por estupro contra uma ex-servidora.
- A denúncia aponta que o crime ocorreu em outubro de 2020, durante uma festa de aniversário em um bar, quando Ademário era prefeito.
- Segundo a promotoria, a vítima foi surpreendida pelo ex-gestor no banheiro, houve contato com partes do corpo e a mulher precisou se desvencilhar com força física.
- A denúncia é embasada em uma conversa gravada entre Ademário e a vítima; o caso tramita em segredo de justiça.
- A defesa afirmou que vai contestar nos autos a veracidade do áudio e que Ademário é inocente; o ex-prefeito não foi indiciado pela polícia.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Ademário Silva Oliveira, ex-prefeito de Cubatão, por estupro de uma servidora durante uma festa em outubro de 2020. A denúncia aponta que o crime ocorreu em um bar da cidade, quando Ademário ainda exercia o cargo de prefeito. A vítima, funcionária de uma secretaria, relatou que foi surpreendida pelo ex-gestor após deixar o banheiro masculino.
Segundo o MP, Ademário teria usado força para impedir que a vítima deixasse o local, beijado partes do corpo e tocado sem consentimento, em atuação descrita como invasiva e contra a vontade da vítima. A denúncia também registra uma situação em que a mulher precisou se desvencilhar para sair do ambiente. O caso tramita em segredo de Justiça, e a ex-servidora pediu exoneração do cargo em junho de 2024.
Denúncia
A ação do MP-SP se baseia em uma conversa gravada entre Ademário e a vítima, na qual o ex-prefeito, segundo o órgão, ofereceu um cargo comissionado à servidora e tratou o episódio como uma “imprudência”. O material gravações foi utilizado como base para a denúncia encaminhada à Justiça.
Defesa
A defesa sustenta que ainda será verificada a autenticidade do áudio e que não houve indício de participação policial em indiciamento. O escritório responsável afirmou que o aparelho de gravação não foi apresentado e que a análise do material ocorrerá nos autos, com exame da confiabilidade da prova. Também afirma que Ademário mantém a inocência.
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