- Fatos indicam que advogados de Epstein discutiram, dias antes de sua morte, a possibilidade de cooperação com autoridades sem detalhes sobre o conteúdo exato.
- Um documento aponta que o FBI recebeu mais de uma dúzia de dicas envolvendo Trump e Epstein, mas não há evidências verificadas ou corroboradas.
- E-mails mostram Elon Musk e Epstein trocando mensagens, com planos para visita de Musk à ilha privada em 2012 e 2013 que não se realizaram por questões logísticas.
- Os arquivos sugerem que Andrew Mountbatten-Windsor convidou Epstein para jantar no Buckingham Palace após o fim do regime de prisão domiciliar, com intercâmbios de e-mails sobre encontros.
- Também aparecem relações de Richard Branson com Epstein em 2013 e conversas entre Ghislaine Maxwell e Casey Wasserman em 2003, incluindo referências a encontros e contatos.
O Ministério da Justiça dos EUA publicou uma nova leva de cerca de 3 milhões de páginas relacionadas a Jeffrey Epstein, o financiador e condenado por crimes sexuais. Os documentos, liberados após nova legislação, revelam interações com figuras ricas e poderosas e detalhes de investigações federais em curso.
Os papéis apontam conversas entre advogados de Epstein e promotores federais de Manhattan sobre possível cooperação poucos dias antes de sua morte, em 2019. Não há propostas específicas registradas e nem definição sobre como seria essa cooperação.
Documentos trazem ainda uma análise de mais de uma dúzia de alegações envolvendo Trump, sem confirmação de evidências. O material aponta a existência de relatos não verificados recebidos pela FBI, sem indicação de veracidade.
Contatos entre Epstein, figuras empresariais e dignitários
Comunicações mostram troca de mensagens entre Elon Musk e Epstein em 2012 e 2013, com planos para visita à ilha particular de Epstein em algumas ocasiões, que não chegaram a se realizar por questões logísticas. Musk reiterou ter recusado convites.
Outro trecho indica que Howard Lutnick, atual secretário de Comércio, planejou visitar a ilha de Epstein em 2012. A documentação descreve relações fragmentadas e nega envolvimento em condutas criminosas por parte de Lutnick.
Personalidades britânicas e potenciais ligações
Emails sugerem que Andrew Mountbatten-Windsor, então o duque de York, convidou Epstein para o Buckingham Palace após o início do regime de house arrest do empresário. A troca inclui propostas de encontros privados, com dúvidas sobre se ocorreram.
Entre as evidências, há registros de perguntas sobre refeições com uma mulher russa de 26 anos e de uma resposta que indicava interesse em encontro. A veracidade de tais encontros permanece sem confirmação.
Outros destinos da agenda de Epstein
Os arquivos inserem contatos de Richard Branson, fundador da Virgin, com Epstein em 2013, descrevendo encontros em contextos de negócios, com afirmações de que as interações ocorreram em oportunidades limitadas a ambientes públicos.
Casos anteriores também emergem: conversas entre Casey Wasserman, líder do comitê olímpico de Los Angeles, e Ghislaine Maxwell, incluindo mensagens com conteúdo sexual sugestivo, reconhecidas como parte de uma relação anterior às acusações formais.
Desdobramentos e reações
Steve Tisch, co-proprietário dos Giants, é citado em mensagens envolvendo Epstein, com ele afirmando que não participou de viagens ou visitas a ilhas. Em resposta, Tisch reiterou que se arrepende da associação.
As novas informações trazem também rumores de pagamentos a Peter Mandelson, ex-ministro britânico, com resposta pública de Mandelson afirmando não ter memória de recebimentos. O material inclui imagens não verificadas relacionadas a Mandelson.
Atualização sobre conteúdo e contexto
Entre as demais peças, aparecem fotos atribuídas a filmes recentes e interpretações sobre a data e o local de registros. Autoridades e casas legislativas analisam as implicações para indivíduos citados, sem que haja conclusão oficial sobre culpabilidade ou participação.
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