- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres que o Departamento de Justiça deveria se dedicar a outros assuntos após a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein.
- O DOJ informou que divulgou mais de 3 milhões de páginas relacionadas à investigação de Epstein.
- O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que o DOJ já concluiu a análise dos arquivos e que a Casa Branca não teve supervisão no processo.
- Os Arquivos de Epstein reúnem mais de 300 gigabytes de dados, incluindo documentos, vídeos, fotografias e áudios, armazenados no sistema Sentinel do FBI.
- Epstein, bilionário condenado por abuso sexual, ficou conhecido por laços com pessoas molto poderosas; morreu em agosto de 2019 na prisão, em Nova York.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira que o Departamento de Justiça foque em outros assuntos após a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein. Ele disse que o DOJ anunciou a disponibilização de milhões de documentos e sugeriu que devem cuidar de outras frentes. A fala ocorreu durante a coletiva com repórteres.
Trump afirmou que a divulgação de três milhões de páginas seria suficiente para o órgão entender que tem outras prioridades. Ele não apresentou detalhes sobre o impacto dos arquivos na investigação em curso nem em que medida isso pode mudar ações futuras.
O vice-procurador-geral Todd Blanche informou que o DOJ já concluiu a análise dos arquivos de Epstein e que a Casa Branca não supervisionou o processo. A declaração contesta a ideia de interferência política no andamento das apurações.
Arquivos de Epstein
Durante as investigações, procuradores federais reuniram milhões de documentos sobre o caso. Os arquivos somam mais de 300 gigabytes de dados, vídeos, fotos e áudios arquivados no sistema Sentinel, do FBI.
Parte relevante dos registros vem da investigação realizada pela unidade de Nova York do FBI, com memorandos que tratam da apuração, de locais a serem vistoriados e de solicitações de informações. Também aparecem centenas de formulários 302.
Os documentos trazem relatórios da investigação inicial em Miami e materiais complementares da segunda fase conduzida pela equipe de Nova York. O material é utilizado para registrar depoimentos de testemunhas, vítimas e suspeitos.
Jeffrey Epstein: histórico do caso
Epstein, nascido em Nova York, iniciou a carreira no setor financeiro após uma passagem como professor. Ele saiu para abrir uma empresa de investimentos e atendia clientes com grande patrimônio.
Ele acumulou propriedades e uma ilha particular, mantendo relações com figuras de alto escalão, como Bill Clinton, Donald Trump e outros nomes citados no contexto do caso. Todos negam irregularidades.
Entre as denúncias, surgiram acusações de abuso envolvendo adolescentes na década de 1990. Epstein foi processado em Nova York por tráfico sexual de menores menos de um ano após um acordo anterior, que o deixou com pena de prisão menor.
Em 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela na prisão de Nova York, com a causa declarada como suicídio. O caso gerou múltiplas investigações adicionais e teorias sobre possíveis cúmplices. Fonte principal: veículos de imprensa que acompanharam o desenrolar do caso.
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