- Mais de três milhões de documentos do caso Epstein foram divulgados, revelando contatos do multimillonário com diversas personalidades, incluindo Donald Trump.
- Epstein, com a ex-namorada Ghislaine Maxwell, criou uma rede de exploração sexual de meninas e jovens; ele morreu na prisão em 2019.
- Trump, que mantinha relação de amizade com Epstein por cerca de quinze anos, tem buscado afastar-se do caso, afirmando que não é fã.
- A divulgação ocorreu após Trump assinar lei para desclassificar papéis do caso; a procuradora-geral Pam Bondi tem publicado grandes lotes, com apenas uma fração desclassificada até o momento.
- Entre os relatos, há contatos de Epstein com a princesa Mette-Marit de Noruega e ligações com outras figuras públicas, como o ex-principe Andrew, Bill Clinton, Bill Gates, Elon Musk, Kevin Spacey e Stephen Hawking.
Jeffrey Epstein, o magnata preso por tráfico sexual de menores, morreu em 2019 na prisão. Investigação recente divulgou milhares de documentos que ampliam ligações com personalidades influentes, incluindo Donald Trump. O material revela redes de abuso duradouras envolvendo Epstein e sua ex‑parceira Ghislaine Maxwell.
Entre as revelações, estão contatos com o presidente dos EUA e a princesa Mette-Marit de Noruega. As informações reforçam a complexa teia que envolve figuras públicas, potentes e de elites globais, levantando questões sobre influências e cumplicidades. A divulgação ocorreu após pressão do movimento MAGA.
Quem era Epstein e o que o caso envolve
Epstein nasceu em 1953, em Brooklyn, e transitou da educação em matemática ao setor financeiro, fundando J. Epstein & Co. com clientes ultrarricos. Viajou em jet particular, possuía mansões e uma ilha, até ser preso por tráfico de menores em 2019.
Maxwell, condenada a 20 anos, era a principal coordenadora da operação de recrutamento de jovens para Epstein. O esquema consistia em atrair meninas de ambientes vulneráveis, oferecer “massagens” que evoluíam para abusos sexuais, segundo investigações.
Por que as novas informações incomodam
Trump reconheceu ter mantido amizade com Epstein e viajou em seu jatinho. Após a detenção, o ex-presidente tenta se dissociar do caso, gerando críticas entre parte de seus apoiadores. A divulgação dos papéis foi organizada pela Justiça dos EUA após aprovação legislativa.
O governo também abriu investigações sobre contatos de Epstein com outras personalidades, como o ex-príncipe Andrew, Bill Gates e Bill Clinton. Documentos mostram que dezenas de figuras aparecem em mensagens ou registros, sem implicação direta em crimes.
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