- O capitão Vladimir Motin, de origem russa, foi condenado por morte de tripulante via negligência grave após colisão entre o navio Solong, de bandeira portuguesa, e o navio-tanque Stena Immaculate, ancorado na costa leste da Inglaterra, em 10 de março de 2025.
- Motin recebeu sentença de seis anos de prisão na quinta-feira, após ser considerado culpado na segunda-feira no Old Bailey, em Londres.
- A colisão provocou incêndio em ambos os navios e matou Mark Pernia, de 38 anos, morador das Filipinas; o corpo nunca foi encontrado.
- A defesa afirmou que Motin tentou desativar o autopiloto e mudar de rumo, mas não admitiu negligência grave; o juiz disse que Motin desligou os sistemas de alarme e criou “um acidente à espera de acontecer”.
- O Stena Immaculate transportava pouco mais de 220 mil barris de combustível de aviação de alta qualidade no momento do acidente.
Vladimir Motin, capitão russo de 59 anos, foi condenado a seis anos de prisão pela morte de um tripulante devido à negligência grave após o naufrágio de um cargueiro português no caminho para a costa leste da Inglaterra. O incidente ocorreu em 10 de março de 2025, envolvendo o Solong e o petroleiro Stena Immaculate, que estava ancorado e transportava mais de 220 mil barris de combustível de aviação de alta qualidade.
O choque provocou incêndio em ambas as embarcações. A vítima foi Mark Pernia, tripulante das Filipinas, de 38 anos, cujo corpo nunca foi encontrado. Motin foi considerado responsável pela morte devido à sua função de comando a bordo e pela gravidade das falhas constatadas.
O julgamento, realizado no Old Bailey, em Londres, terminou com Motin reconhecendo falhas graves no controle da embarcação. O juiz Andrew Baker descreveu Motin como responsável por uma situação criada pela negligência, mencionando que o alarme da Solong foi desativado, o que contribuiu para o desfecho trágico.
A promotoria leu uma mensagem enviada pela esposa de Pernia, que vivia nas Filipinas e estava grávida de sete meses na época da morte. A declaração expressou o sofrimento pela perda do marido e pai do filho que estava a caminho.
O caso permanece como referência sobre a responsabilização de capitães em acidentes envolvendo colisões marítimas e enfatiza a importância de manter alertas operacionais e controles de segurança em alto nível durante operações de navegação.
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