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Esposa de Moraes aciona STF em defesa de empresário elogiado por Lula

Esposa de Moraes move ação no STF em favor de empresário investigado; envolve parentesco, potencial conflito e contrato de R$ 129 milhões com Banco Master

Viviane Barci recebeu caso de outro escritório de advocacia. Agora, a esposa de Alexandre de Moraes aciona o Supremo, que recebeu a ação em razão de foro privilegiado. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República)
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  • A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, abriu nova ação no STF nesta segunda-feira (2) em favor do empresário Lucas Prado Kallas.
  • O pedido também é assinado pelos filhos do casal, Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, e a Gazeta do Povo pediu manifestação.
  • Kallas é investigado em um caso ligado à Operação Rejeito, acusado de usar um plano de recuperação ambiental como fachada para expansão de mineração; o processo foi remetido ao STF por foro privilegiado, vindo de Minas Gerais.
  • A ação envolve as empresas LPK Participações e Consultoria, Extrativa Mineral S.A. e Cedro Participações S.A., com substabelecimento transferindo os cuidados para Viviane Barci.
  • O caso ocorre em meio a debates sobre ética no STF envolvendo parentes de ministros; há também polêmica sobre contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, alvo de liquidação extrajudicial e suspeitas de fraude de R$ 12 bilhões.

A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ajuizou nesta segunda-feira 2 uma nova ação no STF. O cliente é Lucas Prado Kallas, empresário do setor de mineração. O pedido foi cadastrado apenas em nome da esposa, mas assinado também por Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, filhos do casal. A Gazeta do Povo entrou em contato com Barci, e o espaço segue aberto para manifestação.

Kallas é alvo de investigação derivada da Operação Rejeito, que aponta uso de um plano de recuperação ambiental como fachada para a expansão de exploração de minério, segundo a Agência Pública. Em fevereiro de 2025, o presidente Lula o elogiou como empresário sério e com visão nacional, integrante do CDESS, conhecido como Conselhão.

A ação estava sob cuidados de outro escritório, mas foi substabelecida e transferida para Viviane Barci. O caso, ainda em inquérito policial em Minas Gerais, foi remetido ao STF pela 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte por foro privilegiado. Participam da ação três empresas: LPK Participações e Consultoria, Extrativa Mineral S.A. e Cedro Participações S.A.

Contexto no STF

A movimentação ocorre em meio a debates sobre ética na Corte, com propostas de restrições à participação de advogados parentes de ministros. O assunto ganhou destaque após declarações de outros integrantes do foro sobre conflitos de interesse.

No caso de Viviane, a polêmica envolve um contrato de prestação de serviços de 129 milhões de reais firmado em 2024 com o Banco Master. A instituição passa por liquidação extrajudicial e está associada a uma fraude ao sistema bancário estimada em 12 bilhões.

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