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Governo Trump investiga Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas

Governo dos EUA, sob Trump, investiga a Nike por suposta discriminação contra brancos em metas de liderança; Nike afirma cooperação

Donald Trump. Foto: SAUL LOEB / AFP
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  • O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, pediu a um tribunal que obrigue a Nike a cumprir uma intimação da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Trabalho (EEOC) em Missouri.
  • A EEOC afirma que a Nike pode ter violado a lei ao adotar práticas discriminatórias contra funcionários brancos e ao estabelecer a meta de que 30% dos cargos de liderança sejam ocupados por minorias.
  • A acusação surgiu a partir de declarações feitas em 2024 pela comissária Andrea Lucas, nomeada por Trump para chefiar a EEOC em 2020.
  • A Nike classificou a ação como escalada incomum, disse manter cooperação ampla na investigação e afirmou cumprir as leis anti-discriminação.
  • O caso ocorre em um contexto de posicionamentos da Nike sobre questões sociais e políticas envolvendo campanhas com Colin Kaepernick e debates sobre diversidade.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, abriu uma apuração contra a Nike por suposta discriminação contra pessoas brancas. A investigação ganhou impulso após a fabricante de roupas estabelecer que 30% dos cargos de liderança seriam ocupados por minorias raciais e étnicas.

A Comissão de Igualdade de Oportunidades Trabalhistas (EEOC) pediu a um tribunal de Missouri que obrigasse a Nike a cumprir uma intimação judicial. A queixa alega que a empresa pode ter adotado práticas discriminatórias contra funcionários, candidatos e programas de capacitação brancos.

A ação cita acusações formuladas em 2024 pela comissária Andrea Lucas, nomeada presidente da EEOC por Trump em 2020. Lucas é crítica de programas que promovem diversidade, equidade e inclusão na esfera corporativa.

A Nike classificou a ação da EEOC como uma escalada incomum e afirmou manter cooperação ampla e de boa-fé durante a apuração. A empresa garantiu estar em conformidade com as leis aplicáveis e que responderia à solicitação.

A Nike já havia se posicionado sobre questões sociais em outras ocasiões, incluindo campanhas publicitárias com Colin Kaepernick, ex-jogador da NFL que protestou contra a violência policial. A parceria de 2018 gerou elogios de ativistas, mas também críticas de opositores.

Contexto institucional

A EEOC notificou a Nike sobre as informações solicitadas e relatou que a empresa ainda não forneceu todos os dados exigidos. A denúncia envolve alegações de padrões de tratamento discriminatório que impactariam candidatos e participantes de programas de capacitação brancos.

O caso envolve, portanto, uma disputa entre políticas de diversidade corporativa e alegações de discriminação por raça. A investigação continua sem previsões de desfecho imediato.

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