- O presidente Lula informou ter cobrado explicações de seu filho Fábio Luís, conhecido como “Lulinha”, por ter entrado na mira da Polícia Federal como possível sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
- Lulinha não é investigado diretamente pelo esquema envolvendo descontos associativos que teriam desviado recursos de aposentados e pensionistas; a ligação é via uma amiga, Roberta Luchsinger, que seria sócia em negócios de cannabis medicinal.
- Lula contou que chamou o filho ao Palácio do Planalto e disse que, se tiver algo, ele “vai pagar o preço”, enquanto, se não tiver, que se defenda.
- O presidente comparou as acusações contra o filho às dele próprias durante a Lava Jato, afirmando ter sido injustiçado e mencionando que as condenações foram anuladas pelo STF.
- Oposição sustenta que a base governista tenta proteger Lulinha, enquanto a defesa do empresário nega irregularidades e classifica as acusações como ilações políticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5) que cobrou explicações do filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, sobre sua possível ligação com o esquema envolvendo o INSS. Segundo Lula, Lulinha estaria na mira da Polícia Federal por ter atuado, via uma amiga, como sócio em negócios ligados à cannabis medicinal que poderiam envolver contratos com o governo federal. Lula disse ter exigido que o filho explique a situação e afirmou que, se houver qualquer irregularidade, ele enfrentará as consequências.
A declaração foi dada em entrevista ao UOL, sem detalhar as explicações apresentadas por Lulinha. O presidente destacou que não investiga o filho por participação direta no esquema, mas enfatizou a necessidade de esclarecer qualquer ligação que possa ser apontada pelo Ministério Público ou pela PF. Lula também reiterou sua posição de que o caso é diferente de acusações que já enfrentou, afirmando ter lidado com a Justiça para provar sua inocência.
Lula comparou o que ocorreu com investigações anteriores envolvendo a Lava Jato, lembrando que sofreu prisão em 2018 e teve condenações anuladas pelo STF, garantindo a recuperação de seus direitos políticos. O presidente afirmou que a resposta judicial foi injusta na época e avaliou que o tempo pode trazer reavaliações sobre o tratamento dado pela imprensa, sem detalhar desfechos futuros.
Repercussões políticas
Partidos de oposição dizem que a base governista tenta proteger Lulinha das investigações da CPMI, que analisa informações relacionadas ao caso. A defesa de Fábio Luís nega irregularidades e classifica as menções a ele como ataques políticos.
O conteúdo aponta ainda que a Procuradoria e a PF trabalham com apurações que podem evoluir conforme novas informações surgirem, mantendo o foco em esclarecer ligações entre pessoas próximas ao empresário ligado ao suposto funcionamento do esquema de descontos associativos que atingiria aposentados.
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