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Ministra do STJ deixa comissão que investiga denúncia de assédio sexual

Ministra Isabel Gallotti deixa comissão que apura denúncia de assédio contra Marco Buzzi; sindicância continua e vaga permanece em aberto

Isabel Gallotti, ministra do STJ
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  • A ministra Isabel Gallotti pediu afastamento da comissão do STJ que apura denúncia de assédio envolvendo o ministro Marco Buzzi.
  • A comissão já tem Raul Araújo e Antônio Carlos Ferreira; ainda será preenchida a vaga de Gallotti.
  • Motivo da saída não foi informado; Gallotti teria ido a casamento da filha de Buzzi, Catarina, que se casou com Douglas, enteado de um parente próximo dela.
  • A vítima, de 18 anos, relatou o ocorrido aos pais; boletim de ocorrência foi registrado pela família.
  • Depoimento da vítima ao Conselho Nacional de Justiça ocorreu hoje, começando por volta das 10h30 e durou mais de duas horas; além disso, Buzzi pode responder a processo criminal no Supremo Tribunal Federal, devido ao foro por prerrogativa de função, com relatoria de Kassio Nunes Marques; o ministro nega as acusações e pediu licença médica.

A ministra Isabel Gallotti pediu saída da comissão que apura a denúncia de assédio envolvendo o ministro Marco Buzzi no STJ. O caso foi alvo de sindicância instaurada pelo Tribunal, após o recebimento da denúncia.

A saída de Gallotti foi confirmada pelo UOL. Ainda integram a comissão os ministros Raul Araújo e Antônio Carlos Ferreira; outro sorteio deve preencher a vaga deixada pela magistrada.

O motivo da saída não foi divulgado. Segundo a imprensa, Gallotti esteve na festa de casamento da filha de Buzzi, Catarina, que se casou com Douglas, enteado do cunhado da ministra.

A denúncia envolve uma jovem de 18 anos. O episódio ocorreu durante as férias de janeiro, em Balneário Camboriú (SC). A vítima afirma ter sido agarrada dentro d’água, após ir tomar banho.

A vítima relatou o ocorrido aos pais, que registraram boletim de ocorrência. O casal estava hospedado na casa de praia de Buzzi, no município catarinense.

A testemunha prestou depoimento ao CNJ nesta sexta-feira. O depoimento começou por volta das 10h30 e durou mais de duas horas, segundo apuração do UOL.

Além do CNJ, há possibilidade de inclusão de processo criminal no STF, diante do foro por prerrogativa de função do ministro. A denúncia foi encaminhada à Corte, sob relatoria de Kassio Nunes Marques.

Buzzi negou as acusações em nota à imprensa. O ministro afirmou que foi surpreendido e repudiou qualquer ilação de conduta imprópria, alegando que não houve fato que configure assédio. Ele pediu licença médica.

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