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Novos documentos detalham a morte de Jeffrey Epstein

Novos documentos do Departamento de Justiça apontam que a autópsia de Jeffrey Epstein indica lesões compatíveis com suicídio, apesar de controvérsias

Jeffrey Epstein aparece em uma das imagens divulgadas pelo Departamento de Estado dos EUA, em 20 de dezembro de 2025, nos EUA
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  • Epstein foi encontrado morto às 6h33 da manhã de 10 de agosto de 2019, no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, onde estava preso.
  • Documentos do Bureau of Prisons mostram que havia erro de ocupação na cela: o local era para duas pessoas, Epstein estava sozinho e o colega foi transferido no dia anterior.
  • A autópsia indicou lesões no pescoço, nos olhos e no ombro esquerdo, com marcas de ligadura; embora as fraturas no pescoço gerassem dúvidas, o FBI afirmou que os achados são compatíveis com suicídio.
  • A família contratou um patologista particular para acompanhar a autópsia.
  • Uma investigação do Departamento de Justiça apontou falhas do sistema prisional; não houve indícios que dessem suporte à ideia de crime diferente de suicídio, e foram divulgadas 10 horas de imagens de câmeras que mostraram que ninguém entrou na cela no dia do suicídio.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos arquivos sobre Jeffrey Epstein, empresário condenado por abuso e tráfico sexual, morto em agosto de 2019 na prisão. Os documentos trazem detalhes sobre a investigação e as circunstâncias da morte.

Segundo registros do Bureau of Prisons, Epstein foi encontrado sem vida às 6h33 do dia 10 de agosto de 2019, no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. O relatório indica um erro de registro de ocupação na cela. Epstein estava sozinho; o colega dele tinha sido transferido no dia anterior.

O caso envolveu a família do magnata, que contratou um patologista particular para acompanhar a autópsia. O laudo apontou lesões no pescoço, olhos e ombro esquerdo, com marcas de ligadura. As autoridades discutiram se as fraturas poderiam indicar enforcamento ou estrangulamento.

Investigação e conclusões oficiais

Relatórios da equipe do FBI afirmam que as descobertas são compatíveis com suicídio. Um inquérito interno do Departamento de Justiça, concluído após anos, detalha falhas no sistema prisional e não encontrou evidências de crime para justificar a morte.

A inspeção interna também revelou falhas no protocolo de vigilância e na prevenção de suicídio. Além disso, foram divulgadas 10 horas de imagens de câmeras da prisão que mostram que ninguém entrou na cela no dia do incidente.

Em 30 de janeiro, o governo divulgou mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens sobre a investigação. A liberação ocorreu após semanas de disputa entre a administração, juízes e legisladores.

O material permanece sob avaliação de órgãos federais, que analisam a possibilidade de ocultação de informações sensíveis das vítimas e de materiais de abuso para evitar antagonizar investigações em andamento.

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