- A Anatel disse que o Rumble usou infraestrutura de outra empresa para alterar seus endereços de IP e retornar a operar no Brasil sem autorização.
- A plataforma seguia suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal; às 14h30 de sexta, ainda era possível acessar, mas o STF manteve as medidas de fevereiro de 2025.
- A Anatel identificou os novos IPs e informou que bloqueios começaram a ser replicados nas principais redes brasileiras, com monitoramento contínuo.
- O advogado Martin De Luca afirmou que o Rumble não recebeu comunicação oficial sobre mudanças nas decisões judiciais e que continuam buscando uma resolução conforme a lei.
- A proibição ocorreu por não indicar representante legal, não pagar multas e descumprir decisões; Moraes destacou que houve instrumentalização de redes para discursos de ódio e ataques à democracia, contribuindo para atos contra as instituições.
A Anatel informou nesta sexta-feira, 6, que o Rumble utilizou infraestrutura de outra empresa para alterar seus endereços de IP e, com isso, permitir o acesso ao Brasil de forma irregular. A plataforma está suspensa por decisão do STF.
Segundo a Anatel, as novas informações já foram identificadas e as medidas de bloqueio estão sendo implementadas nas principais redes brasileiras. A Agência monitora o sistema para que a restrição seja replicada pelas prestadoras nos próximos dias.
Por volta das 14h30, o Rumble seguia disponível no país. O STF, porém, confirmou que as medidas de fevereiro de 2025 continuam valendo, mantendo a proibição da plataforma no Brasil.
O advogado Martin De Luca, que representa o Rumble nos EUA, afirmou não ter sido informado sobre mudanças nas decisões judiciais. Ele disse que a empresa não recebeu ordens oficiais sobre suspensão ou multas.
A proibição ocorreu por não indicar representante legal no Brasil, não pagar multas e descumprir decisões judiciais. O ministro Alexandre de Moraes votou pela suspensão com apoio unânime da Primeira Turma.
Moraes informou que o uso da rede para divulgar discursos ilícitos e atacar instituições democráticas justificou a medida. O ministro destacou a participação da plataforma na tentativa de desestabilizar o ordenamento institucional em 8 de janeiro de 2023.
O Rumble foi fundado em 2013 e é descrito pelo CEO Chris Pavlovski como uma plataforma de vídeos resistente a cancelamentos. Perfis de influenciadores bloqueados no Youtube têm migrado conteúdos para a rede norte-americana.
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