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Lewandowski compra imóvel de alvo da PF por 9,4 milhões, aponta jornal

Imóvel na zona sul de São Paulo, comprado por Lewandowski em 2024 por R$ 9,4 milhões, é ligado a investigação da PF por sonegação no setor de combustíveis

Lewandowski alega que não conhecia os proprietários e que foi levado à casa por um corretor
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  • Lewandowski comprou em março de dois mil e vinte e quatro um imóvel na zona sul de São Paulo por R$ 9,4 milhões, de Alan de Souza Yang, conhecido como “China”.
  • A transação foi realizada por meio de uma empresa familiar em sociedade com os filhos do ex-ministro; Yang era alvo de investigações da Polícia Federal por sonegação bilionária no setor de combustíveis.
  • A casa já havia sido vendida à esposa de Yang, Anajá de Oliveira Santos Yang, por R$ 4 milhões; o imóvel estava bloqueado pela Justiça Federal por desdobramentos das investigações e não poderia ser vendido.
  • Lewandowski afirmou ter agido de boa-fé, alegando não conhecer as investigações e que a compra visava segurança após assumir o Ministério da Justiça; pretende regularizar ou devolver o imóvel, se necessário.
  • O imóvel tem 777 metros quadrados e fica em condomínio fechado; anteriormente, o pai de Yang havia comprado o bem em leilão, em 2019, por R$ 4,9 milhões.

O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski comprou um imóvel por 9,4 milhões de reais em 2024. O comprador afirmou não ter conhecimento de investigações envolvendo o antigo proprietário, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. A transação ocorreu após Lewandowski assumir o cargo.

O imóvel fica na zona sul de São Paulo e pertenceu a Alan de Souza Yang, conhecido como “China”. A aquisição aconteceu por meio de uma empresa familiar com participação dos filhos do ex-ministro, conforme apurado pelo veículo.

A compra foi efetivada em março de 2024, cerca de um mês após Lewandowski tomar posse no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na época, China já era alvo de investigações da Polícia Federal e tinha histórico de condenação por adulteração de combustível.

Antes do negócio, a casa havia sido vendida à esposa de China por 4 milhões de reais. Anajá de Oliveira Santos Yang é suspeita de ser laranja do marido. A Justiça Federal bloqueou o imóvel semanas depois, ampliando a restrição de venda.

China foi alvo da Operação Carbono Oculto no ano passado, durante a gestão de Lewandowski à frente da Justiça. A defesa do ex-ministro afirma desconhecer a investigação sobre o comprador, sustentando que a operação utilizou dados de segredo de Justiça.

A empresa usada na aquisição de usinas e ligada a China é mencionada nas investigações. Ele é apontado como proprietário de uma rede de distribuidoras e ligado a órgãos da PF, com histórico de adulteração de combustíveis.

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