- A Polícia Federal informou que foram encontradas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília.
- O laudo também aponta que o histórico de queda recente e desequilíbrio ao andar motivaram avaliação neurológica cuidadosa.
- A PF cita possibilidade de déficit de micronutrientes, como vitamina B12 e ácido fólico, associada à idade, refluxo gastroesofágico e dieta pouco variada.
- Outra hipótese é a interação medicamentosa devido à polifarmácia, aumentando o risco de efeitos adversos como sedação, tontura e hipotensão postural.
- A PF afirma que Bolsonaro recebe tratamento adequado na Papudinha e que o resultado reduz as chances de transferência para prisão domiciliar; STF solicitou manifestações da defesa e da PGR em cinco dias.
A Polícia Federal informou que foram identificadas alterações neurológicas em exames do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na Papudinha, em Brasília. A PF justifica o exame neurológico a partir do histórico de queda recente e de desequilíbrio ao caminhar, o que levou à avaliação detalhada.
O episódio de trauma relevante ocorreu no começo deste ano, quando Bolsonaro caiu na cela e bateu a cabeça. A PF cita ainda a possibilidade de déficit de micronutrientes, com deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, associada à idade e a uma alimentação pouco variada, somadas ao uso de antiácidos e ao quadro de DRGE.
Outra linha levantada pela PF é a interação medicamentosa, já que o ex-presidente utiliza diversos fármacos. A combinação de medicamentos que atuam no SNC e no sistema cardiovascular pode acionar efeitos como sedação, tontura, lentificação psicomotora e queda.
A PF informou que o tratamento médico vem sendo adequado na Papudinha desde 15 de janeiro. Em função do laudo, as chances de transferência para prisão domiciliar aparecem mais restritas.
Manifestação sobre o laudo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou prazo de até cinco dias para que a defesa de Bolsonaro e a PGR se manifestem sobre o laudo da PF. Também poderão solicitar complementações, caso haja necessidade de esclarecimentos adicionais.
O despacho de Moraes ainda aponta que não há necessidade de manter sigilo sobre a documentação apresentada pela Polícia Federal.
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