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CAE solicita dados sigilosos no caso Master

CAE pretende requisitar o compartilhamento de dados sigilosos do caso Master, alegando risco de blindagem, durante votação e reunião com PF e STF

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) — Foto: Pedro França/Agência Senado
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  • A CAE do Senado deve requerer o compartilhamento de dados sigilosos do Banco Master e de Daniel Vorcaro durante a sessão de quarta-feira, 11 de janeiro.
  • Na mesma data, a comissão irá conversar com a direção da Polícia Federal e com o presidente do STF, Edson Fachin.
  • Em 15 de janeiro, o Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações e pode convocar autoridades para apurar irregularidades atribuídas ao Master.
  • O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, afirmou que o objetivo é evitar blindagem de informações e disse que o compartilhamento deve ocorrer no dia da reunião com PF e Banco Central.
  • O Banco Central orientou colaborar com a CAE; interlocutores ressaltam que a instituição agiu tecnicamente e que houve apoio de Daniel Vorcaro, enquanto a sindicância deve esclarecer eventuais falhas e medidas para o futuro.

O CAE do Senado deve solicitar o compartilhamento de dados sigilosos do caso Banco Master nesta quarta-feira (11), durante votação de requerimentos. O objetivo é obter acesso a informações mantidas em sigilo pelo STF e pela PF. O relator Dias Toffoli mantém o sigilo.

A comissão acompanha investigações sobre irregularidades atribuídas ao Banco Master. Renan Calheiros, presidente da CAE, afirma que o compartilhamento evita blindagens e garante análise completa de documentos.

Na mesma manhã, a CAE se reunirá com a direção da Polícia Federal e com o presidente do STF, Edson Fachin, para alinhar próximos passos. A sessão ocorre em meio a apuração de possíveis irregularidades.

Contexto e desdobramentos

Em 15 de janeiro, o Senado criou grupo de trabalho para acompanhar as investigações. O grupo pode convocar autoridades e realizar visitas institucionais, ampliando o alcance da fiscalização.

Segundo Calheiros, o objetivo é evitar que informações relevantes fiquem de fora da avaliação. A CAE já teve encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do tema.

Posição de autoridades e próximos passos

interlocutores ouvidos pela reportagem apontam que o BC tem atuado de forma técnica. O BC não poupou Daniel Vorcaro, dono do Master, e reagiu frente a tentativas de interferência para evitar a liquidação do banco.

Caso as informações sigilosas sejam compartilhadas, a CAE poderá avaliar impactos da operação sobre o sistema financeiro. Não há, até o momento, conclusão sobre o desfecho das apurações.

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