- Um juiz de imigração rejeitou os esforços da administração Trump para deportar Rumeysa Ozturk, estudante de doutorado da Tufts e pesquisadora em desenvolvimento infantil.
- Ozturk foi presa em Massachusetts no ano passado durante a atuação contra ativistas pró-Palestina, após o Departamento de Estado ter revogado sua visto de estudante.
- A base apresentada pelas autoridades para a revogação foi um editorial que ela coescreveu no jornal estudantil, criticando a resposta da universidade à guerra de Israel em Gaza.
- O juiz de imigração Roopal Patel, em 29 de janeiro, concluiu que o DHS não comprovou que ela era removível e encerrou os procedimentos, segundo os advogados.
- A decisão ainda não é pública; o governo pode recorrer ao Conselho de Apelações de Imigração, ligado ao Departamento de Justiça.
An juiz de imigração rejeitou os esforços da administração Trump para deportar Rumeysa Ozturk, estudante de PhD na Tufts University, presa no ano passado como parte de ações contra ativistas pró-Palestina em campus, conforme afirmam seus advogados. A decisão foi comunicada à defesa e aos tribunais.
Os advogados da estudante turca apresentaram a informação ao 2º Circuito dos EUA, que revisava outra decisão que já havia resultado na sua libertação da custódia de imigração em maio. A tramitação segue, por ora, na esfera judicial.
Em 29 de janeiro, o juiz de imigração Roopal Patel, em Boston, concluiu que o Departamento de Segurança Interna (DHS) não comprovou a removibilidade de Ozturk e encerrou o processo contra ela. A defesa sustenta que a decisão não é pública e pode ser contestada pelo Board of Immigration Appeals.
Contexto e desdobramentos
Ozturk, pesquisadora em desenvolvimento infantil, foi detida em Somerville, região metropolitana de Boston, após o Departamento de Estado ter revogado seu visto estudantil. A detenção ganhou notoriedade após vídeo viral e provocou críticas de grupos de direitos civis.
A origem da detenção remete a um editorial dos anos anteriores, coautor por Ozturk em jornal estudantil de Tufts, que criticava a resposta da universidade à guerra de Gaza. A defesa sustenta que o caso envolve direito à livre expressão e não apenas questões migratórias.
A ex-bolsista Fulbright chegou a ficar 45 dias em uma unidade de detenção na Louisiana, até que um juiz federal no Vermont ordenou sua liberação imediata, após considerar que havia indícios relevantes para alegação de retaliação ilegal ligada à liberdade de expressão. A decisão atual ainda pode sofrer recurso no Board of Immigration Appeals. DHS não comentou.
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