- A Corte de Apelação de Roma negou a troca de juízes no processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli; o julgamento deve ocorrer nesta quarta-feira (11).
- A defesa informou à Gazeta do Povo que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Cassação.
- A extradição, inicialmente prevista para 20 de janeiro, foi suspensa para a análise do requerimento de suspeição, apresentado oralmente com apoio de tradutor.
- Zambelli afirmou ter o máximo respeito pelos magistrados, mas alegou risco de parcialidade por conta de sua situação no Brasil; a defesa também sustenta que houve tentativa de encerrar o caso com sentença preconcebida e reclama do direito de apresentar testemunhas e provas.
- A Itália pediu informações sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia); a defesa diz que o local não assegura direitos humanos.
A Corte de Apelação de Roma negou, nesta terça-feira, a troca de juízes no processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A defesa informou à Gazeta do Povo que vai recorrer ao Tribunal de Cassação. O julgamento deve ocorrer nesta quarta-feira.
A extradição estava marcada para 20 de janeiro, mas foi suspensa para que a corte avaliásse o pedido de suspeição. O requerimento foi apresentado oralmente com apoio de tradutor. Zambelli alegou ter grande respeito pelos magistrados, mas citou a situação no Brasil para alegar risco de julgamento parcial.
A defesa sustentou que a corte iniciou o processo com sentença preconcebida, negando o direito de apresentar testemunhas e provas. Um representante da AGU, Alessandro Gentiloni, é sobrinho do ex-primeiro-ministro Paolo Gentiloni, cuja atuação é mencionada pela defesa como problemática para a imparcialidade.
A Itália pediu informações ao Brasil sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia, onde Zambelli ficaria caso a extradição seja concluída. Para a defesa, o local não atende aos padrões de direitos humanos.
Zambelli foi condenada no Brasil pela suposta compra de hacks para invadir sistemas do CNJ. Ela se mudou para a Itália, onde possui cidadania, e foi presa após entrar na lista da Interpol. No Brasil, ela tem uma pena de dez anos a cumprir.
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