- A Corte de Apelação de Roma encerrou as audiências sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli e há cinco dias para a decisão sobre o pedido do Brasil.
- Participaram da sessão a defesa, a acusação italiana e o advogado contratado pela AGU para representar o Brasil; a defesa may buscar recurso ao Tribunal de Cassação.
- Não houve o depoimento do perito Eduardo Tagliaferro; a defesa pretendia usá-lo para sustentar perseguição política, mas os juízes ainda podem ouvi-lo depois, se necessário.
- Houve tensão entre Pieremilio Sammarco e o procurador Erminio Amelio durante o último dia de depoimentos.
- Zambelli possui cidadania italiana por ancestralidade (jus sanguinis), tema controverso no país; a ação envolve o hacker Walter Delgatti Neto, apontado como mandante da invasão ao CNJ que resultou em mandado de prisão contra Moraes.
A Corte de Apelação de Roma encerrou hoje a fase de audiências sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Os juízes têm cinco dias para decidir se aceitam o pedido da Justiça brasileira ou mantêm a brasileira no território italiano.
Na sessão, foram apresentados os argumentos da defesa, da acusação italiana, representada por Erminio Amelio, e do advogado Gentiloni Silveri, contratado pela Advocacia-Geral da União para atuar em favor do Brasil. A defesa sinalizou possível recurso ao Tribunal de Cassação.
A defesa pediu a oitiva do perito Eduardo Tagliaferro para sustentar alegação de perseguição política por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes. Os magistrados entenderam por não ouvir o depoimento naquele momento, mas não descartaram a possibilidade de ouvir o testemunho posteriormente, se necessário.
O último dia de depoimentos foi marcado por atrito entre Pieremilio Sammarco, responsável pelas questões de extradição, e o procurador Erminio Amelio. Sammarco afirmou que a cidadania italiana de Zambelli é tratada como fachada, enquanto formalmente ela é italiana. Esse debate compõe a argumentação da defesa.
Zambelli possui cidadania italiana por jus sanguinis, devido à ascendência italiana. O tema é alvo de controvérsias no país, com debates sobre restrições ao direito de dupla cidadania no contexto atual.
No âmbito do processo, o caso envolve o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como “hacker de Araraquara”. A acusação sustenta que a ex-deputada pagou ao criminoso para invadir sistemas do CNJ. A invasão resultou em um mandado de prisão de Moraes contra ele próprio.
Entre na conversa da comunidade