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CPI Crime Organizado quer convocar Toffoli e irmãos após mensagens de Vorcaro

CPI pretende convocar Dias Toffoli e irmãos após mensagens com Vorcaro; objetivos incluem quebra de sigilos de gestora ligada ao Master para apurar irregularidades

Ministro Dias Toffoli é o relator do caso do Banco Master no STF. (Foto: Andressa Anholete/STF)
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  • A CPI do Crime Organizado, liderada pelo senador Fabiano Contarato, pretende votar requerimentos para convocar o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, após revelação de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A PF encontrou mensagens entre Toffoli e Vorcaro, com citações a pagamentos e até convite para festa, segundo apuração divulgada na véspera.
  • Toffoli negou qualquer relação com Vorcaro e disse que as informações são ilações; a CPI pretende ainda quebrar o sigilo da gestora de investimentos Reag, ligada ao Master, para esclarecer vínculos financeiros.
  • A próxima sessão da CPI, prevista para o dia 24, deve votar a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de João Carlos Mansur e convocá-lo para depor, além de solicitar ao Banco Central o processo de liquidação da gestora.
  • Toffoli confirmou ter sido sócio da Maridt Participações, ligada aos irmãos, que detinha cotas do resort Tayayá no Paraná; afirmou ter deixado a empresa antes de ser sorteado para relatar o caso no STF.

O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, anunciou que pretende votar requerimentos para convocar o ministro Dias Toffoli, do STF, e seus irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli. A medida acompanha revelação de que Toffoli foi citado em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A Polícia Federal apurou mensagens entre Toffoli e Vorcaro, com menções a pagamentos e até convite para festa. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro, qualificando as informações como ilações. Contarato afirmou que ninguém será blindado, independentemente do cargo.

A próxima sessão da CPI está marcada para o dia 24, quando também se pretende quebrar o sigilo da gestora de investimentos Reag, ligada ao Master e liquidada pelo Banco Central. Alinea-se ainda a tentativa de acesso a documentos do Banco Central sobre a liquidação.

Além disso, está prevista a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do fundador da Reag, João Carlos Mansur, e a convocação dele para depor. O BC também poderá enviar o processo administrativo completo da liquidação extrajudicial.

Toffoli emitiu notas na tentativa de esclarecer a relação com Vorcaro. Em uma delas, admitiu ter sido sócio de uma empresa com os irmãos, ligada a um resort no Paraná, vendido a um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro. O ministro afirmou que não houve amizade nem recebimento de valores.

O ministro explicou que deixou de fazer parte da Maridt Participações antes de ser sorteado para relatar o caso do STF. A empresa era sócia de cotas do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), e a atuação da Maridt foi regularizada conforme a legislação.

Toffoli também informou que a participação da família na Maridt se restringia a uma empresa familiar, com atividades registradas e declarações fiscais em dia. A esposa do ministro, Cássia Pires Toffoli, disse desconhecer ligações dele com o resort. O outro irmão, José Carlos, limitou-se a responder de forma breve quando perguntado.

Desdobramentos

A CPI busca esclarecer vínculos financeiros e operacionais que possam indicar irregularidades, com foco em transparência e responsabilidade. A apuração envolve também outras entidades e pessoas ligadas ao Banco Master e ao grupo Tayayá.

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