- O ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do inquérito do Banco Master no STF, substituindo Dias Toffoli.
- Toffoli deixou o caso após uma reunião de emergência convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin; os ministros descartaram declarar suspeição ou impedimento do magistrado.
- As provas já produzidas na gestão de Toffoli devem ser mantidas, com a “plena validade” dos atos praticados pelo ministro no inquérito e em processos vinculados.
- O inquérito, que tramava na 10ª Vara Federal de Brasília, foi encaminhado ao STF após pedido da defesa de Vorcaro; o documento apresentado não é objeto da investigação.
- A PF encaminhou relatório com informações sobre Toffoli, e o ministro passou a admitir ser sócio da Maridt, com participação no resort Tayaya, cujas cotas teriam sido vendidas a um fundo em 2021 e, em 2025, a outra empresa.
O ministro André Mendonça foi sorteado nesta quinta-feira 11 como o novo relator do inquérito envolvendo o Banco Master, substituindo o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso. A mudança ocorre em meio a uma crise institucional gerada pela relatoria de Toffoli.
A saída de Toffoli foi anunciada durante uma reunião de emergência convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para tratar do novo relatório da Polícia Federal. Os ministros destacaram que não há declaração de suspeição ou impedimento do ministro e asseguraram a validade dos atos já realizados no inquérito principal.
O inquérito tramita na 10ª Vara Federal de Brasília e foi encaminhado ao STF após pedido da defesa de Vorcaro, fundamentado em um contrato imobiliário envolvido com um deputado e um empresário. O documento citado não é objeto de investigação direta, mas motivou a subida de instância.
Toffoli elevou o nível de sigilo dos autos, após o pedido da defesa. Ao longo das investigações, veículos de imprensa revelaram que parentes do magistrado venderam participação no resort Tayaya, no Paraná, a um fundo ligado ao Master.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou ao STF o relatório com dados do celular de Vorcaro. O pedido de suspeição apresentado pela PF foi considerado por Fachin como ilações pela manhã. Em nota, o gabinete de Toffoli informou que a acusação trata de desabamentos de ilações.
Na manhã desta quinta, Toffoli reconheceu, em nota, ser sócio da empresa Maridt, com participação no Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná. Ele diz que as cotas teriam sido vendidas em 2021 ao Fundo Arleen e, em 2025, à PHD Holding.
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