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Bispo polonês é julgado por atrasos em reportar abusos infantis

Bispo Andrzej Jez enfrenta julgamento em Tarnów por atraso na comunicação de abusos sexuais de padres da diocese, com pena potencial de até três anos

Poland's Catholic diocese of Tarnow Bishop Andrzej Jez stands at a district court before the start of his trial on charges of failing to promptly inform law enforcement about alleged child abuse, in Tarnow
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  • Um bispo polonês, Andrzej Jez, foi a julgamento em Tarnów (sul da Polônia) por supostamente atrasar o informe de abusos sexuais de padres à polícia.
  • Segundo a agência estatal PAP, Jez nega as acusações de não ter comunicado rapidamente os casos envolvendo vítimas com menos de 15 anos.
  • O processo o coloca como o líder da Igreja Católica mais alto escalado a enfrentar um tribunal por delays no reporte de abusos no país.
  • O bispo afirmou ter informado a polícia nos dois casos envolvendo padres da diocese de Tarnów.
  • Se condenado, Jez pode pegar até três anos de prisão; o caso ocorre em meio a queda de confiança no clero católico na Polônia.

O bispo polonês Andrzej Jez foi levado a julgamento na corte distrital de Tarnow, no sul da Polônia, acusado de atrasar o relato de abusos sexuais cometidos por padres da diocese. A audiência ocorreu nesta quarta-feira.

Segundo a agência estatal PAP, Jez se declarou não culpado das acusações de não informar rapidamente a polícia sobre abusos envolvendo menores de 15 anos, cometidos por dois sacerdotes da diocese de Tarnow.

Jez afirmou que, em ambos os casos, houve comunicação à polícia e negou as acusações. A pena prevista, se condenado, pode chegar a três anos de prisão. A defesa sustenta que houve relato adequado.

Contexto e desdobramentos

O caso ressalta o impacto das denúncias de pedofilia sobre a autoridade da Igreja na Polônia, país com alta religiosidade católica. Em 2024, um bispo e um arcebispo renunciaram por negligência no tratamento de casos de abuso.

A sondagem de 2025 do IBRiS mostrou mais perda de confiança entre a população: 35% dos poloneses disseram confiar na Igreja Católica, ante 58% em 2016, sinalizando abalo na credibilidade institucional.

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