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Chamadas para tratar suicídios ligados à violência doméstica como homicídios potenciais

Políticos e especialistas defendem que suicídios ligados a abuso doméstico sejam investigados como homicídios potenciais, com treino policial e abordagem mais completa

A Guardian report revealed it was likely the number of suicides linked to domestic abuse were being vastly underreported.
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  • Políticos e especialistas defendem que suicídios vinculados à violência doméstica sejam investigados como homicídios potenciais.
  • Exigem melhor treinamento policial para entender o impacto da violência doméstica e abandonar a abordagem apenas de checklist em casos de suicídio.
  • Estima-se que até mil e quinhentos casos de suicídio ligados à violência doméstica ocorram por ano; números oficiais registraram noventa e oito casos no ano passado, ultrapassando homicídios por parceiros pela segunda vez consecutiva.
  • Observadores dizem que há falhas no reconhecimento da relação entre violência doméstica e saúde mental, e pedem perguntas mais completas durante as apurações.
  • Governo e organizações já destinam recursos para melhorar dados sobre mortes associadas à violência doméstica, incluindo suicídios, e ampliar treinamentos e campanhas.

Há pressão para que casos de suicídio ligados a violência doméstica sejam tratados como potenciais homicídios. Autoridades e especialistas defendem investigação aprofundada quando a vítima tenha sofrido abuso, para responsabilizar os perpetradores.

A leitura se baseia em relatos de que números reais podem estar subnotificados. A Guardian apontou até 1.500 vítimas por ano. Oficiais dizem que, no ano passado, 98 casos foram registrados, ainda acima de homicídios por parceiros íntimos.

Karen Ingala Smith, ativista, afirmou que não saber quantas mulheres se suicidam por violência masculina é motivo de vergonha social e que existem caminhos de segurança que precisam ser ampliados.

Dame Nicole Jacobs, comissária de abuso doméstico na Inglaterra e no País de Gales, disse que vítimas não devem ser falhadas e que policiais precisam fazer as perguntas certas em mortes não explicadas.

Ela reforçou que a polícia deve investigar plenamente todos os suicídios com suspeita de abuso, para responsabilizar os autores, e que o sistema de justiça precisa de orientação que reconheça a gravidade do abuso e seu impacto na saúde mental.

Vera Baird, ex-ministra e comissária de vítimas, afirmou que suicídios devem ser vistos como homicídios na visão de quem empurrou a vítima ao suicídio ou no agravamento do abuso. Segundo ela, nem sempre são suicídios, podem haver homicídios.

Jess Phillips, ministra responsável por proteção a mulheres e meninas, informou que cada vida perdida é uma tragédia e que há estratégia para enfrentar as causas e fortalecer a resposta a mortes relacionadas ao abuso.

Dados e ações em curso

A organização Women’s Aid destacou que os números oficiais subestimam o impacto do abuso, enfatizando a necessidade de treinamento entre agências para compreender o controle coercitivo e o efeito na saúde mental.

Sarah Davidge, da instituição, pediu melhoria na compreensão do comportamento coercitivo em todos os órgãos que atendem sobreviventes, citando treinamentos já oferecidos pela ONG.

Entre os políticos, a discussão sobre ampliar a responsabilização avança. Marie Goldman, do Liberal Democrats, afirmou que mais de mil suicídios vinculados ao abuso podem ficar sem registro e pressão por mudanças para que casos sejam investigados desde o início.

Mims Davies, a oposição, defendeu ação conjunta do governo para enfrentar a crise, destacando a necessidade de habilitar policiais a consultar bases de dados nacionais de проведência de abusos para evitar demora na verificação de registros.

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