- STF vive ambiente tenso e com muita desconfiança entre ministros após vazamento e possível gravação de reuniões sobre o ministro Dias Toffoli e o caso Master.
- Questiona-se se o presidente da Corte, Edson Fachin, vai abrir investigação sobre o ocorrido.
- Polícia Federal realizou operação durante o Carnaval, a partir de um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, para apurar possível quebra de sigilo de ministros e parentes.
- A Receita Federal informou que não houve violação de registros de dados do procurador-geral Paulo Gonet nem de seus parentes; a mulher de Moraes teve dados invadidos por um funcionário da Receita, no Rio de Janeiro; mais três servidores são investigados.
- Os resultados da apuração podem acirrar ainda mais o clima no STF e influenciar o ano eleitoral, especialmente se houver uso político.
O Carnaval acabou, mas o clima no STF não melhorou. Ministros relatam ambiente tenso e desconfiança após o vazamento e a suspeita de gravação de reuniões sobre o ministro Dias Toffoli e o caso Master. A percepção é de que esses episódios afetam o funcionamento da Corte.
A dúvida central é se o presidente Edson Fachin vai abrir uma apuração interna para esclarecer o que houve. A situação ganha ainda mais peso com a intervenção da Polícia Federal nas festas, em operação ligada a um inquérito iniciado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ação da PF e desdobramentos
A PF realiza mandados durante o Carnaval, sob o escopo do inquérito que Moraes conduz. O objetivo é verificar se sigilos de ministros do STF e de parentes foram violados para venda de dados ou uso político.
O procurador-geral Paulo Gonet também esteve envolvido na lista de possíveis alvos de apuração. A Receita Federal informou não haver violação nos registros do procurador nem de seus familiares.
Viviane Barci Moraes, esposa de Moraes, teve registros invadidos por um servidor cedido à Receita, segundo apuração preliminar. Além dele, outros três servidores são investigados no âmbito do inquérito.
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