- O Novo saiu em defesa de servidores da Receita Federal após o afastamento de quatro suspeitos de vazarem dados dos ministros, do procurador-geral da República e de familiares.
- O afastamento foi decidido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- O tribunal divulgou os nomes dos investigados, prática incomum em comunicados oficiais, e apontou medidas como busca e apreensão, quebra de sigilos, proibição de deixar municípios e afastamento das funções.
- O Novo classificou o episódio como “linchamento virtual em causa própria” e pediu impeachment de Moraes e do ministro Dias Toffoli, envolvido nos inquéritos do caso Master.
- A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) reagiu, lembrando decisões anteriores de Moraes contra servidores e defendendo que a Receita é um órgão de Estado, não alvo de expiação de crises institucionais.
O Novo defenderá os servidores da Receita Federal após o STF afastar quatro detentores de funções suspeitos de vazar dados de ministros, do procurador-geral Paulo Gonet e de familiares. A decisão foi anunciada pelo ministro Alexandre de Moraes, que assinou o afastamento preventivo.
Segundo o tribunal, a investigação envolve a circulação de informações sigilosas. Moraes também autorizou medidas como busca e apreensão, quebra de sigilos e proibição de deslocamento entre municípios, além do afastamento dos envolvidos. A motivação permanece sob apuração.
A decisão do STF chegou à imprensa após a divulgação de um áudio de uma reunião que confirmou a saída de Toffoli do caso Master, em meio a vazamentos. O material foi obtido pelo meio de comunicação Poder 360 e divulgado nesta semana.
Reação de entidades
A Unafisco, associação que representa os auditores da Receita, afirmou que a Receita Federal é um órgão de Estado e criticou a exposição dos servidores em meio a disputas institucionais. A entidade pediu que os procedimentos de apuração não se tornem alvo de ataques indevidos.
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