- O procurador-geral de Victoria criticou Geoffrey Watson SC por alegar que a corrupção no CFMEU custou aos cofres públicos pelo menos 15 bilhões de dólares.
- A estimativa aparece em capítulos vermelhos do relatório Rotting from the Top, encomendado pelo administrador do CFMEU, Mark Irving KC, apresentados a uma investigação no Queensland.
- Considerando o Big Build, avaliado em cerca de 100 bilhões de dólares, Watson estima que estouros de custos entre 10% e 30% gerariam cerca de 15 bilhões.
- Watson afirma que parte desses recursos foi para criminosos, e afirma que o governo de Victoria sabia da infiltração de figuras corruptas, mas não tomou providências.
- A advogada Kilkenny contestou as alegações; o ministro da polícia Anthony Carbines pediu evidências, e o oposicionista James Newbury criticou o governo.
O procurador-geral de Victoria criticou duramente o perito de integridade Geoffrey Watson SC, após a sua alegação de que a corrupção na União de Trabalhadores da Construção, da Engenharia Florestal e Marítima (CFMEU) teria custado aos cofres públicos australianos pelo menos 15 bilhões de dólares. A estimativa aparece em capítulos vermelhos do relatório Rotting from the Top, encomendado pelo administrador da CFMEU, Mark Irving KC, e apresentado a uma comissão pública de Queensland na semana passada.
Watson, que atua como advogado, diretor do Centre for Public Integrity e ex-assessor no NSW Independent Commission Against Corruption, descreveu a cifra como uma estimativa muito arriscada baseada nas opiniões de especialistas qualificados. Considerando o programa Victoria’s Big Build, avaliado em cerca de 100 bilhões de dólares, ele afirmou que prejuízos por conduta da CFMEU poderiam oscilar entre 10% e 30%, escolhendo 15% como base, taxonomy descrita como razoável e conservadora.
A nota publicada no capítulo redigido aponta que, segundo a matemática, a liderança da CFMEU teria causado um custo ao contribuinte de Victoria na ordem de 15 bilhões de dólares. Também afirma que parte desse montante foi para criminosos e gangues de crime organizado. Em capítulo separado, Watson alega que o governo de Victoria sabia da infiltração de figuras corruptas no Big Build, mas não tomou providências.
Reação oficial
Kilkenny, representante legal envolvida no caso, qualificou como imprudente qualquer afirmação não comprovada de 15 bilhões de dólares ligados ao Big Build. Em nota, destacou que a credibilidade profissional depende de evidências e disse que a linha entre fato e alegação ficou turvada. Ela citou que o administrador viu o problema, enquanto juristas destacam a necessidade de provas.
Pontos de controvérsia
O ministro da polícia estadual, Anthony Carbines, rejeitou as alegações de Watson ao afirmar, fora do parlamento, que o perito apresentou alegações vagas sem evidências. Carbines pediu que, se Watson possuísse provas, as apresentasse à polícia de Victoria, em vez de buscar apenas destaques midiáticos. Watson respondeu afirmando que o debate público ultrapassou limites e que ficará a cargo de autoridades responder aos problemas de Victoria.
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