- O auditor-fiscal Ricardo Mansano de Moraes foi dispensado do cargo de chefia na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente (SP), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União.
- A exoneração ocorre após operação da Polícia Federal que investiga o vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal.
- Mansano era chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório; outros três servidores do Fisco também tiveram sigilos violados e não podem deixar o país.
- A defesa afirma a idoneidade do auditor e que não teve acesso integral às acusações; o STF apontou que os vazamentos visaram criar suspeitas artificiais.
- O rastreamento de sigilos foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, em meio à crise institucional entre poderes e ao caso ligado ao Banco Master.
O auditor-fiscal Ricardo Mansano de Moraes foi afastado do cargo de chefia que exercia na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente, SP. A exoneração consta de portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira 19. O afastamento ocorreu após investigação da Polícia Federal sobre vazamento de dados de ministros do STF.
Mansano era responsável pela Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório. A portaria que registrou o afastamento foi assinada pelo diretor da unidade paulista e não traz justificativa. O auditor e mais três servidores tiveram sigilos quebrados pela PF e estão impedidos de deixar o país.
A PF informou que a operação envolve o acesso a informações fiscais sigilosas de ministros do STF e de familiares. O inquérito, ligado a investigações sobre vazamentos, está sob coordenação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do tema fake news.
A Justiça Federal investiga a origem dos acessos indevidos que teriam favorecido rumores e surtos de desinformação envolvendo autoridades. As apurações buscam esclarecer quem acessou dados sigilosos e em que contexto foram usados.
A Unafisco Nacional reagiu afirmando que auditores não podem ser transformados em alvos de exposição prematura. A entidade ressaltou que a Receita Federal é um órgão de Estado e que os servidores devem ter proteção institucional até conclusão das apurações.
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