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STF cria narrativa de vítima dos auditores, afirma presidente de associação

Unafisco acusa STF de criar discurso de vítima e intimidar ao divulgar investigações de quatro auditores; medidas incluem busca e quebra de sigilos

Presidente de associação de auditores critica STF por medidas contra servidores da Receita Federal.
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  • Kleber Cabral, presidente da Unafisco, afirma que o STF tenta criar um “discurso de vítima” ao abordar o vazamento de dados de ministros, familiares e do procurador-geral Paulo Gonet, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
  • Quatro auditores foram alvo de busca e apreensão, com quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, e afastados de suas funções.
  • Medidas cautelares incluem restrições de deslocamento, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a bancos de dados.
  • A Unafisco emitiu nota defendendo que auditores não devem virar bode expiatório e cobrando observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas.
  • A apuração envolve o inquérito das fake news, aberto desde 2019, que levou ao afastamento dos servidores citados.

O STF é alvo de críticas por suposto “discurso de vítima” frente ao vazamento de dados de ministros, familiares e do procurador-geral Paulo Gonet. A denúncia partiu de Kleber Cabral, presidente da Unafisco, a respeito do relator Alexandre de Moraes. A entrevista ocorreu nesta semana.

A Unafisco afirma que houve um método que poderia gerar um falso positivo e justificar uma narrativa de ataque ao tribunal. Segundo a entidade, as ações contra os auditores teriam sido desproporcionais e intimidatórias.

A nota divulgada pelo STF detalhou as medidas contra quatro servidores, incluindo busca, quebra de sigilos e afastamento temporário. Os profissionais passaram a ficar impedidos de sair das cidades, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de acesso a dados.

Na visão da Unafisco, não se pode transformar auditores em alvo de crises institucionais. A associação relembra decisões anteriores envolvendo servidores afastados em 2019 e reforça a necessidade de observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade.

Repercussão e contexto

A entidade também destacou que a apuração deve seguir normas legais e garantir neutralidade. O debate envolve questões de responsabilidade institucional, procedimentos investigativos e limites para o uso de dados sigilosos.

Segundo fontes ligadas à crítica, o caso envolve o inquérito em curso desde 2019 sobre divulgação de informações. A defesa das medidas é apresentada como necessária para preservar a segurança institucional e impedir retaliações.

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