- A procuradora Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado Alexandre Ramagem, afirma sofrer perseguição após a PGE de Roraima determinar seu retorno ao trabalho presencial, apesar de estar no exterior há cinco meses.
- Rebeca saiu do Brasil em setembro para acompanhar o marido e tenta manter atividades remotas, ainda sem remuneração.
- Ela classificou a decisão da PGE-RR como desproporcional e afirmou que a medida visa apenas prejudicá-la, ignorando a sua situação no exterior.
- A PGE-RR afirmou não haver perseguição política e que as decisões são técnicas, legais e administrativas; informou que ela não está oficialmente em teletrabalho e sua lotação é presencial em Brasília.
- O órgão destacou que o teletrabalho foi revogado em agosto de 2020, duas perícias médicas presenciais foram marcadas para validar licença e que Rebeca não compareceu; também há pedido de 78 dias de férias a partir de 20 de fevereiro de 2026 e suspensão de novas adesões ao teletrabalho desde dezembro de 2025.
A procuradora Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado Alexandre Ramagem, afirma sofrer perseguição após a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima determinar seu retorno ao trabalho presencial. Ela está fora do Brasil há cinco meses, acompanhando o marido nos Estados Unidos.
O casal mudou-se aos EUA depois que Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão, em decisão relacionada a suposta participação em golpe de Estado após as eleições de 2022. Rebeca vinha atuando remotamente, sem remuneração.
Nesta quinta-feira (19), Rebeca publicou um vídeo dizendo que continua disposta a trabalhar, mesmo com o salário suspenso, e que o retorno presencial seria prejudicial. Ela classificou a exigência como desproporcional e arbitrária.
Ponto de vista institucional
A PGE-RR afirmou não haver perseguição política e ressaltou que as decisões seguem critérios técnicos, legais e administrativos. Segundo o órgão, Rebeca não está oficialmente em teletrabalho e sua função permanece vinculada ao regime presencial.
A defesa da servidora alega que a telecobertura foi provisória e foi revogada em agosto de 2020, com a transferência para Brasília. A lotação formal da procuradora passou a ser no regime presencial, justificando a exigência de retorno.
A PGE-RR também informou que duas perícias médicas presenciais foram marcadas para avaliar eventual licença, mas Rebeca não compareceu. Sem homologação da Junta Médica, não houve afastamento formal.
Outros pontos apontados pela procuradoria incluem o pedido de 78 dias de férias a partir de 20 de fevereiro de 2026. Adições ao teletrabalho estão suspensas desde dezembro de 2025, enquanto uma comissão interna revisa as regras.
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